domingo, 17 de janeiro de 2010

Monotonia.

Os minutos cortam o dia discretamente, sem alardes.
As horas se completam sem prévio aviso.
Os dias se vão numa velocidade anestésica.
Logo, mais um ano vai se completar sem que ninguém perceba.
Nenhum grande acontecimento, nenhuma grande mudança...
Nem sequer um pequeno movimento que altere essa insossa ordem natural das coisas pode ser visto no horizonte.
Como sentir o mundo se não se consegue sentir o tempo?
Como contemplar a grandeza do universo se nos contentamos com o profundo e falso azul do céu?
Dizem que brincar de viver é nossa única dádiva, mas como não achar a brincadeira enfadonha se mal conhecemos as regras?
Qual é o objetivo, afinal?
Onde vamos acabar?
Simples resposta na ponta dos dedos: acabaremos num enorme vazio que estará disfarçado de paraíso, só para confortar nossos questionamentos.
Tudo tão previsível, tudo tão chato.

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