segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No palco: Pessoas.

Pessoas. Pessoas! Pessoas de todos os tipos! Variedade infinita. Pessoas pensam, adoecem, fumam, transam, são... Pessoas são, é verdade. E as pessoas são um monte de coisas.
Há pessoas que encaram a vida como um espetáculo sobre elas mesmas; suas ações e reações são montadas em cima do efeito que será causado no suposto público que as aplaude. O que essas pessoas não percebem é que não são aplaudidas por ninguém. São solitárias, egoístas e acabam ficando sem assunto, sem conteúdo. Tão artificiais e tão superficiais; manequins fingindo dor, felicidade, raiva, amor... Pessoas egocêntricas e repetitivas. Pessoas que fingem sentir. 
Caos, correria. Todos estão atrasados, sempre. Pessoas robóticas. Não importa se é final de semana, adiantam metade das pendências programadas para a semana que vai entrar, assim sobrará mais tempo para adiantarem os afazeres da semana mais à frente ainda. Pessoas que vivem com pressa.
Eles querem status, querem ser cult. Com fervor, discutem sobre cinema alternativo, estilistas do último grito da moda, o som dos mais novos DJs bem conceituados... Estampas xadrez, listras aonde puderem enfiá-las, discursos pseudo-politizados, tatuagens vintage, alargadores nas orelhas, óculos retrô... Um verdadeiro exército que luta em prol de um mundo mais cabeça aberta, pois, é claso, se o mundo inteiro pensasse como eles, todos seriam diferentes, ainda que usassem as mesmas roupas, tivessem os mesmos gostos e se apoiassem nos mesmos discursos. Pessoas que não se acham medíocres, mas são desprovidas de qualquer personalidade. Pessoas uniformizadas.
Gays! Gays! Gays! Lésbicas. Bissexuais. Eles exigem igualdade, e no lado oposto, os heterossexuais, cada vez mais compreensivos e amigáveis. Movimentos, orgulhos, moda... Sentido? Nenhum. Razões? Várias. Já não sabem ao certo o quê são e o que querem da sociedade. Aplausos? Pessoas que acham que sexualidade é motivo para orgulho quando na verdade não passa de um detalhe ínfimo perante o caráter de cada um. Ativo, passivo ou um humano como qualquer outro?
Pessoas que só falam, comem e respiram futebol. Patriotismo de Copa do Mundo. Ah, esse povo brasileiro! Dá orgulho só de lembrar que a cada quatro anos o povo fica esperançoso. Ele se pinta com as cores da bandeira. Canta o hino frente à televisão, aos prantos. Nossa! Passa a euforia e fica a insatisfação. Pessoas que culpam o governo por todos os problemas e esquecem que elas elegeram aquela corja que os agride.
Pessoas padronizadas. Pessoas sentadas assistindo e achando tudo mágico, encantador e original. Todos iguais. Todos semelhantes. Hipocrisia.

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