sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Solidão.



"Infeliz companheira daqueles que insistem em se fechar para o mundo, tenho algo a lhe dizer: sua presença não me causa incômodos e não há vergonha em dizer que gosto de ti, mas, como tudo na vida tem um porém, gostaria de deixar claro que cansei da sua cara."


Certos pensamentos são divertidos apenas quando guardamos para nós mesmos; externar faz do devaneio um problema real, ou seja, graça nenhuma.
Sinto falta dos amigos, das horas perdidas em meio a assuntos nada produtivos, das sessões de filmes repetidos aqui em casa, das risadas no MSN e dos ombros para me apoiar. Sinto falta deles e daqueles outros que pude transformar em amigos, mas não aproximei o bastante para criar laços mais fortes. Me arrependo por tê-los deixado de lado por tanto tempo, apesar de saber que nunca é tarde para dar nova vida ao passado.
Um projeto interessante para 2010: trazer os queridões para perto de novo e abrir o coração para outros possíveis queridões.

Adendo final:

A solidão é uma infeliz companheira para aqueles que não se bastam, que não conseguem viver em paz convivendo apenas com o próprio eu. Viver voltado para si é ruim por um lado, porém, uma vez que se descobre que é possível viver assim, a seleção de amigos começa a ser mais verdadeira, menos desesperada.
Se você se basta, só vai querer por perto aqueles que te acompanham, e não aqueles que te carregam ou te aturam e, disso, nascem as amizades duradouras.
Uma vida social muito badalada neutraliza os efeitos negativos dos famigerados "problemas pessoais", mas usar de um círculo enorme, porém pobre, de amigos é disfarçar a pior solidão: aquela que não te deixa em paz no escuro do quarto.

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