terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O paraíso.

No sorriso da criança, nos longos cabelos da sereia, no pôr do sol alaranjado... Nas nuvens, nos reflexos na água, na placidez de um cemitério... No olhar de um cachorro, no sopro de uma flauta, no cantarolar de uma senhora... Nas ondas do mar, no movimento do ar, na aridez da terra... O paraíso.

Pequeno, singelo e maravilhoso. Nele não há sentimentos, há apenas sentimento, um único.
Um sentimento não conhecido pela vida humana e jamais descrito por Deus.
Inabalável, imenso... Perfeito. Não é alegria, não é euforia, não é paz... Não se assemelha a dor, nada tem a ver com o sofrer e não se pode chamar de amor. Definitivamente, não é amor e nem de longe se parece com ele.
A mãe de todos os sentimentos, a origem, o fim... Só existe lá e não há registros de que já tenha sido alcançado por alguém. Nenhuma pessoa viva ou morta pôde conhecê-lo ainda.

O paraíso tem todas as cores, todos os cheiros, todos os sabores... Tem todos os sons, todos os barulhos e todas as canções... Mas sentimentos? Apenas um. O sentimento do paraíso não tem nome, sinônimo ou antônimo. E ele existe, pode acreditar.

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