quinta-feira, 4 de março de 2010

Limites

Existem palavras mais frustrantes que o "sim" e o "não"? Não, não existem. São necessárias, mas muitas vezes estão ligadas diretamente às nossas frustrações; elas tem em mãos o poder de nos libertar, podendo, também, nos aprisionar.
Fala-se muito que cada ser-humano é único, mas se isso é mesmo verdade, como podemos viver em uma dita sociedade? Se os meus limites não são os seus, como é possível haver regras que permitem e proíbem a todos, sem excessões? Todos sabemos que para um real convívio social, alguns terão que ceder e outros nem tanto - e é aqui que faço meu apontamento: como definir aqueles que terão que abrir mão e aqueles que já estão conformados, ou melhor, enquadrados ao padrão? A culpa é da cultura.
A cultura é absurdamente mutante dependendo da sociedade que entrar em foco - inclusive dentro de países semi-continentais como o Brasil. Na Europa, aceitam comportamentos e atitudes que aqui ainda são considerados reprováveis. No Brasil, permite-se uma manifestação maior em relação ao que diz respeito a própria cultura; Por sermos uma ex-colonia de exploração, abraçamos no passado um pouco de vários países e assim formamos nosso caráter - herança maldita. Claro que exercemos responsabilidade sobre esta, mas ainda assim não deixamos de carregar certos fardos que não deveriam mais caber às nossas costas.
Muitos negam seus desejos, sonhos e vontades para adequar-se ao "socialmente aceitável"; evitam condultas que possam causar constragimento próprio e ao meio (em ligação direta), e esperam sempre o concentimento que diz que são pessoas normais. Isso é doença. Uma pessoa que permite que outras limitem seus anseios e desejos pessoais caminham em direção a hipocrisia; Alimentam o monstro, permitem que os padrões negativos não sejam mudados.
Que fique claro que falo de limites que implicam apenas em exigir um padrão comportamental e não daqueles que geram regras para o bem estar comum; não é porque você sente vontade de entrar numa igreja atirando que vai poder fazer isso - NUNCA.
Existem limites até para os limites, mas é muito relativa a máxima de que " seus direitos acabam onde começam os dos outros"; e quando os outros se unem para definir quais são os meus direitos? Infelizmente, a maioria vence, sempre.

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