sábado, 31 de julho de 2010

Trilogia do tempo: o fim.

Quando acontece o fim? Em que momento ele se faz presente e causa o encerramento? Seja o fim de uma fase, de um sentimento, de uma amizade, de um amor, de uma união, de uma parceria... Um dia tudo acaba, sem excessões. O grande equívoco é encarar o fim como algo trágico, como uma mudança essencialmente negativa; O fim serve para transformar, transpassar a realidade que se tem para uma nova, e convenhamos que novidades não são necessariamente ruins.
No tempo dos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos, milênios, etc e tal, o fim acontece todos os dias. Todo santo dia, um grande número de pessoas passa por essa transformação, e a réplica segue no dia seguinte com outras pessoas, e assim caminha o tempo, terminando um pouco todos os dias.
Quando o fim chega para algo prazeroso, para algo que gostamos, torna-se desagradável, indesejado, mas, por outro lado, não fosse por ele, ficaríamos presos para sempre no tempo congelado, revivendo a mesma realidade todos os dias, sem sair do lugar; Qualquer movimento é melhor do que estagnar: ainda que se dê passos para trás, a frente sempre estará livre, e é comum que ela mude de acordo com o que foi retrocedido. Opções? Inúmeras.
O fim pode ser doloroso ou anestésico, depende de como é vivido. Quem faz com que ele dure mais tempo do que deveria, sem querer, acaba estendendo algo que naturalmente não deveria mais existir, logo, erra ao manter a fachada de uma meia-verdade que já não faz mais sentido. Quem o aceita muito rapidamente tem a chance de recomeçar mais cedo, conquistando mais cedo uma outra verdade, uma novidade empolgante ou positiva, mas pode acabar se engasgando - cuidado! Quem não vive o fim com os pés no chão, não assimilando sua verdade, pode se deparar com fantasmas no armário ou monstros embaixo da cama. Rápido ou devagar, o principal é entender que acabou, fim de papo.
Então, de forma singela, encerro a trilogia do tempo com um pensamento simples... Somos livres e temos uma linha cronológica que passará por todas as etapas necessárias para a vida de um ser-humano; A menos que essa linha seja interrompida, todos nascem, crescem e morrem, sem excessões. Eterno, apenas o tempo, e nele somos coadjuvantes que tornam a vida mais engraçada, divertida e curiosa. Entendamos de uma vez por todas o nosso lugar e aceitemos os fatos: se a vida fosse um relógio, nossa função seria correr atrás dos ponteiros. Cada segundo deve valer a pena, seja qual for a sua realidade, o seu tempo, o seu amor e as suas amizades. No fim, há apenas o fim.

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