quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Grito.

Encha os pulmões com vontade e em seguida, exploda suas cordas vocais com o grito mais alto que puder dar. Pronto, você acabou de exorcizar boa parte de seus demônios.
Não há nada mais libertador do que um grito; De felicidade, de raiva, de amor, de ódio, de alegria, de euforia... Qualquer grito tem valoroso poder.
E quando não se pode gritar, o que fazer? Aparentemente nada. Se for possível, feche os olhos e respire fundo, mas ao contrário do que se costuma aconselhar, pense muito, com muita força, no motivo que o leva a querer gritar. Sinta cada centímetro de sua potência, perceba o quão grave ele pode ser... Feito isso, inspire com força e solte o ar calmamente, sem fazer barulho. Pronto, você está calmo.
Equilíbrio é algo difícil de se conseguir hoje em dia. O mundo está muito estressante, as pessoas estão muito irritantes... Nada funciona como deveria, nada é como deveria ser. Nos adaptamos sempre às limitações do cenário a nossa volta, o que por vezes nos leva a querer gritar. Na atual situação, qualquer coisa é motivo para muita alegria, assim como qualquer coisa é motivo para muito, mas muito estresse.
Vivemos um período intenso, onde todas as pessoas estão com os nervos a flor da pele; Amam demais, odeiam demais, são felizes demais, infelizes demais... Sempre extremos opostos, nunca um meio termo.
Entre mãos trêmulas, olhos inquietos e molhados, músculos entumecidos e rostos ruborizados, nos apertamos socialmente para que todos os defeitos caibam nas nossas vidinhas... Sempre preocupados com o dia de amanhã. Por essas e outras, cada vez mais, sinto vontade de cagar para todos vocês.

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