domingo, 31 de outubro de 2010

Um breve momento político...

O bom de terem eleito a Dilma Rouseff é que se ela der certo vou tirar proveito do voto alheio e se ela fizer merda poderei rir e dizer "eu avisei".


Tudo isso estando isento de culpa.

Concurso na Hirshorn Modern Art Gallery.

A regra era simples: cada artista podia usar uma única folha de papel. Eis uma seleção dos trabalhos mais interessantes...



























sábado, 30 de outubro de 2010

Da sessão #Utilidades: mini-clipe.

Bom, fiquei pensando qual poderia ser o segundo post dessa suposta nova fase do blog e acho que cheguei a  um bom tema: presentes de aniversário. 

Tenho uma amiga que faz questão que eu faça seus presentes de aniversário; Isso mesmo, ela pede que eu faça À MÃO. Tudo bem que até hoje só fiz três presentes, mas é complicado arranjar criatividade quando se está acostumado a ir na loja, escolher alguma coisa e passar aquele retângulozinho mágico de plástico no Cielo.

Já lhe dei uma caixa para cigarros e um Michael Jackson da www.katkiller.com.br embrulhado em um caixão com direito a balãozinho de fala dizendo "brinks, tô vivão" (ok, esse presente não foi meu, mas tive a idéia e executei para socorrer uma outra amiga)... Então... O que dar no aniversário de 2010??? Desespero! Estava em crise até encontrar esse site aqui http://rabiscopop.virgula.uol.com.br/, assinado por Vic Matos.

"Hello hello, baby"
Procurem pela sessão "Paper Divas" nas categorias descritas ao lado direito do blog. Há uma infinidade de paper dolls prontas para impressão! São fáceis de montar e se impressas A LASER E NO PAPEL CERTO, tornam-se duráveis. 
No caso desse presente fui um pouco além e criei também uma espécie de cenário/caixa para proteger as bonecas. Dei um print na abertura do clipe, imprimi e colei no fundo de uma caixa (protegendo a impressão com uma folha de acetato) que pintei de preto, forrando com EVA e papel camurça para dar um acabamento aceitável; Tcharam: uma miniatura super simpática do clipe mais insano da srta. Gaga!

Basta escolher a paper doll certa para o amigo certo.
No aniversário de outros dois amigos (em dias consecutivos - é), escolhi suas celebridades favoritas e, como não tive tempo de bolar a caixa/cenário, dei uma enfeitada no tradicional embrulho "sacolinha". Ficou menos glamouroso, mas agradou da mesma forma - a menos é claro que eles tenham mentido na cara dura, mas acho difícil. Não tem como não achar essas bonequinhas legais. NÃO TEM.


Da sessão #OMFG: Candy Shop.


Para começar essa nova fase do blog decidi não ir muito longe do que gosto. Bom, para os menos atentos, essa aí em cima é a diva do pop, conagrada "rainha"... Tem alguém nesse mundo que não saiba quem é a Madonna? Se você não conhece, bem... Se mate, seu loser.

A imagem veio do www.deviantart.com, site voltado para artes onde qualquer um pode expor suas criações. Quer se divertir às custas da decadência dela? Basta digitar "Madonna Photoshop" na barra de pesquisas. No caso, pelo que lembro do que li a respeito disso aí em cima (faz tempo que salvei a imagem), o artista em questão quis mostrar como domina o editor de imagens que tem salvado  a pele (literalmente) de muitas coroas, e ainda aproveitou para dismitificar um pouco a tão endeusada cantora.

"Toda mulher quer chegar aos cinqüenta com tudo em cima, igual a Madonna". Vai nessa, mas vai linda e sorridente, amiguinha. Sabe por que a Madonna pode? Porque ela é rica.

Tá velha MESMO. Cometeu o gravíssimo erro de usar muitas drogas quando mais nova, além de abusar da musculação (o que destrói a pele) e da magreza. A explicação pode ser ainda mais simples e visual: é uma bailarina velha (Google it).

Para encerrar, declaro minha loucura por esse maracujá de gaveta. O que mais me encanta nela são justamente seus defeitos. Acabadinha, canta mal ao vivo... Controverso, não? Quero só ver quando eu resolver falar da Lady Gaga.

Reformulação.

Toda vez que venho aqui escrever é a mesma sensação: eu sou louco. Tenho esse espaço desde o final de 2008, comecei a usá-lo com alguma intenção em 2009 e cá estamos, no final de 2010 e, bem... O Whatever Hall continua sem alma. A proposta sempre foi não manter foco em nenhum tipo de assunto, o que à princípio é bastante interessante, o grande problema é que além de não ter foco, o blog não tem consistência.
Não vou negar que uso e abuso das linhas que aqui escrevo para desabafar; Não é preciso ler mais do que dois ou três textos publicados para identificar a angústia de um jovem frustrado ante as novidades da vida adulta.
Não acho meus textos ruins e não acho que me falte talento nessa área (ainda que lute constantemente para não apagar uma dúzia de textos péssimos), mas também não sou cego. Tenho uma vida virtual bastante ativa, usando e abusando de sites de relacionamento e acompanhando quatro blogs diferentes (pelo menos). O Whatever Hall não decola por um simples motivo: ele é chato. Se o próprio autor não freqüenta espaços com o perfil de sua criatura, é incoerência persistir em algo que não convence.
Assim sendo, decidi reformular o conteúdo publicado - não vou abrir mão de meus desabafos e textos longos, cheios de ideologia e rancor social, que fique claro, mas também não vou me limitar a publicar apenas isso.
Sempre tive uma certa dificuldade em escolher o material publicado por achar que precisava criar absolutamente tudo que ilustraria meu blog. Meu blog, minhas idéias, minhas criações. Errado.
Comecei a observar mais atentamente o que me prende a internet e o que tenho salvo nos meus favoritos, ao invés de apenas acessar as informações atrás de cultura inútil e de risadas. Dentro disso, percebi o que atrai as pessoas. Pegar um pouco de cada, misturar e publicar pode resultar em um blog mais vivo, ainda sem foco, mas com intenção. Claro que tomarei cuidado para sempre creditar o autor do que for publicado, inclusive indicando aonde consegui o material pois é importante haver uma bibliografia, mesmo que se trate de um blog - sou criativo e narcisista o suficiente para não querer, de forma alguma, me apossar do trabalho de terceiros.
Por fim, acho que não faltou dizer nada... Até porque se não estou falando sozinho, me dirijo a meus pouquíssimos leitores; Não faço idéia de quantos acessos o Whatever Hall já recebeu e muito menos se há algum seguidor mais assíduo daquilo que publico.

Vamos ver no que vai dar. That's all folks!*

*Saudosa despedida repetida inúmeras vezes na época em que meu Fotolog bombava, lá em 2006/2007.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eu e dona Rosana.



Uma montagem muito boba, porém muito boa, que exemplifica exatamente como é minha relação com minha mãe. Outro dia achei um video da minha última festa de aniversário. O tema era "A Piranha Sereia" (paródia do Youtube feita por um amigo). Eis que após o parabéns, aconteceu esse diálogo aí em cima. O print + montagem não vai conseguir passar a nenhum de vocês a tensão desse momento e nem mesmo a mudança drástica na cara de dona Rosana. Só assistindo. HAUHAUHAU.

Mãe, te amo, mesmo te dando patadas a cada 5 minutos, rs.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um soco no estômago.

Não, esse não vai ser mais um texto dolorido sobre verdades desagradáveis... Não, minto, será sim, mas não pretende falar ao léu, sobre situações da vida. Meus últimos textos tinham o pretexto de passar alguma lição de moral e foram baseados em problemas que tenho enfrentado. Para falar a verdade, não gostei de nenhum deles.
Pois bem, vamos logo a questão: passei a última madrugada na casa de uma amiga assistindo a filmes; Ela escolhe um filme da cinemateca dela e eu escolho um da minha, é uma brincadeira de trocas; Eu aturo duas horas do gosto dela, ela atura duas horas do meu gosto. Não vou falar sobre o filme que levei (Rob Zombie's Halloween), mas sim do que ela me fez assistir.
Dançando no Escurdo (Dancer in The Dark) é estrelado pela cantora islandesa Björk e, se não me engano, data de 1999. A história é muito simples: as desventuras de uma operária tcheca, erradicada nos EUA, que está ficando cega devido a uma doença congenita, em meio a luta para conseguir o dinheiro necessário para que seu filho faça uma operação a fim de evitar o mesmo mal.
Assim como a história, a estrutura do filme é muito simples. Não obstante, trata-se de um musical. Não, Björk não usou o filme para promover um cd. Na verdade, não sei ao certo porque ela se arriscou a ser atriz, mas o resultado foi muito mais do que satisfatório; Ela deu um show de interpretação. Foi a primeira cantora que soube encarnar um papel no cinema - não me venham falar de Jennifer Lopez e Britney Spears, pelo amor de Deus. Madonna e Mariah? Esqueçam! Kylie Minogue está para atriz assim como igreja universal está para Deus (tem relação, mas não convence). Whitney Houston mandou bem em "O Guarda-Costas", mas não fez nada mais do que interpretar ela mesma.
Fazia muito tempo que não me sentia impotente perante um filme... Na verdade, acho que nunca senti o que me veio a garganta após "Dançando no Escuro". Não soltei uma lágrima, apesar de ter lacrimejado. Ele me serviu para dois questionamentos: o que é arte e por que achamos que nossos problemas são sempre monstruosos ou justificativas para nossos erros.
Em certo ponto do filme, todo o dinheiro juntado a duras penas é roubado pelo senhorio (afundado em dívidas) que lhe alugava um trailer fixo no quintal de casa. Quando ela tenta reaver a quantia, em uma cena absurda, o desgraçado inverte a situação toda e acaba sendo morto. Ele fode com a vida dela, não há termo melhor do que este para definir o que ele faz. Ela é presa (a melhor cena de prisão da história do cinema), condenada e enforcada.
O interessante é que o desfecho só foi esse porque ela foi fiel a uma promessa feita a seu algoz e por ter escondido a verdade de seu filho; Não queria sob hipótese alguma que ele soubesse que ela estava doente e que ele teria a mesma doença. Morreu por não ter ido contra seus valores, seu caráter, sua índole. Provou por A + B que agir corretamente não traz bons frutos sempre. O filho não ficou cego, mas em troca, ficou sem mãe, e tudo porque um infeliz não queria frustrar a esposa totalmente descontrolada com os gastos de casa. Selma (Björk) só se fudeu ao longo do filme, mas teve uma morte muito digna. Até o fim, honrou sua verdade, morreu por um bem maior.
Agora, sobre o que é arte... O que é arte? Sei que essa palavrinha abrange um universo muito maior do que a própria mente humana (limitada pelos 5% de cérebro que usamos), mas quando olho a minha volta, fico decepcionado. Vejo algumas exposições, alguns textos, algumas obras (de todos os tipos) e, apesar da classificação, não enxergo arte na maioria delas. Sei que existem artes de todos os tipos, que ela não tem e nem deve ter limites, mas mesmo assim desacredito na máxima de que tudo pode ser arte, sobretudo quando entra a opinião da sociedade.
A sociedade não é sensível o suficiente para reconhecer a verdadeira beleza, a essencia daquilo que se expressa por meio de um quadro, um poema, uma peça de teatro, uma escultura, um filme, uma história... Por isso talvez haja um deterioramento grave atingindo o que é a arte.
Há pouco tempo comecei a entrar em contato com o universo da Björk, mas esse pequeno toque foi o necessário para me chamar atenção sobre o que me cerca. Ela canta a seu modo, se expressa a seu modo... Faz clipes, letras, brincadeiras, olhares, tudo exatamente como quer. Sabe aproveitar todas as facetas que lhe são permitidas e brinca com o público tal qual uma criança brinca com formigas. Sabe que será chamada de esquisita por aquilo que faz, mas entende a extensão de tudo o que produz e deixa de lado as opiniões vazias, dando a cara a tapa. Não utiliza músicas com refrões repetitivos, não abusa de rimas, não lança cds com frequência e já tem mais de trinta anos de carreira.
Já vi algumas cantoras (principalmente as atuais do universo pop) dizendo que o que fazem é arte. Me desculpem, mas não, as senhoras não fazem arte. As senhoras fazem entretenimento. Podem abusar do playback, dos palcos luxuosos, dos figurinos abusados e deslumbrantes, podem até mesmo alcançar todas as notas para provar o quão são boas cantando. Não tem a arte como abrigo, como pólvora, apesar de todo o talento e dedicação. Maquiagem, beleza física e caras e bocas não as tornam habilitadas a definir que fazem arte; Sabem entreter muito bem, apenas isso.
Entretenimento pode andar ao lado da arte, aliás, deve andar junto para atrair as pessoas, mas jamais, em tempo algum, será a mesma coisa.
Não sou fã das músicas da Björk ainda, mas depois desse filme e de alguns de seus clipes, posso afirmar sem receios: Lady Gaga, Madonna, Kylie Minogue, Mariah Carey, Britney Spears, Amy Winehouse, Katy Perry, Ke$ha, etc, etc e etc, podem espernar o quanto quiserem. Sâo cantoras para se ouvir, para dançar. Björk é para se sentir, para digerir, e ela pouco se importa se vai ou não lhe causar uma indigestão. Ela é um soco no estômago.