quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eu vou matar Kylie Minogue.

Isso aqui vai ser um fútil desabafo. Quem lê o blog com alguma frequência (HAHAHAHAHA) já percebeu como acho divertido criticar as cantoras do cenário Pop atual, e pôde perceber também a minha predileção por quatro delas: Madonna, Lady Gaga, Katy Perry e Kylie Minogue (em ordem de importância para mim).
O que talvez não tenha ficado claro é que faço isso justamente por adorá-las; Taí um enorme defeito meu: se eu gosto muito de uma coisa, encho de críticas, ressalto seus defeitos, lanço meu sarcasmo, minha ironia, isso tudo sem deixar de gostar.
Sempre tive um senso crítico muito forte, o que sempre me impediu de ser realmente fã de alguma coisa. Para não dizer que isso nunca aconteceu, já fui muito obcecado por dois filmes; Titanic, mas partilhava da mesma obsessão que outras milhares de pessoas, e A Pequena Sereia, porque esse filme tem muito a ver com uma fase complicada pela qual passei no final da adolescência.
Voltando as cantoras. O que nunca mencionei aqui é porque comecei a falar tanto dessas em especial. As conhecia? Claro, mas não a fundo. Gostava delas? Sim, bastante. Espera aí, nem todas.
Kylie Minogue tornou-se uma mistura de demônio com fantasma na minha vida, e tudo por culpa de uma pessoa que era fanática por ela.
Convivi com ela por cerca de dois meses (tanto com a fanática enlouquecida quanto com a cantora sem gracinha) e foi o suficiente para nunca mais esquecê-la; É uma relação de amor e ódio.
 Gosto de muitas de suas músicas, adoro muitos de seus clipes, gosto da imagem que ela passa, porém, ainda há a barreira criada por esse ser infeliz que nada mais fazia senão falar sobre ela, chorar por ela e querer ser ela. Todos sabemos que nesse tipo de adoração, há o outro lado da moeda. Enaltecia a Kylie e a comparava com as demais; "Porque a Kylie foi muito copiada pela Madonna, que não passa de uma farsa". "Porque a Kylie tem o bom gosto que falta a Gaga". "Porque a Katy Perry tem cara de sujinha". E por aí vai.
Sofri uma lavagem cerebral que saiu pela culatra: comecei a amar a Kylie? Não e sim; Conheci seu trabalho e curti muitas de suas fases. Comecei a gostar das outras? Muito. Por quê? Simples: de tanto ouvir comparações e críticas, resolvi ir atrás de informações, discografias, fui pesquisar para poder formar minha opinião. Nisso descobri que a cantora que mais me faz ter vontade de sair dançando é a Madonna, que a cantora que mais me encanta é a Lady Gaga, que a Katy Perry é ótima para se ouvir no metrô lotado (sério, tentem). No final, comprei as quatro, adoro as quatro, mas a maldita da Kylie continua na corda bamba entre querida e odiada.
Resolvi escrever sobre o assunto como uma forma de exorcizar parte desse rancor ao qual seu nome me remete, mas , infelizmente, já percebi que não vai adiantar muito. A pessoa que nos apresentou nada mais fez senão me proporcionar uma falsa sensação de segurança que terminou com gargalhadas virtuais.
Parece bobagem, mas é uma coisa interessante. As associações que fazemos influenciam diretamente no nosso gosto pessoal; Ninguém ama algo que o faz lembrar de um momento ruim. Quantas músicas são esquecidas depois que o casal se separa? Quantos lugares perdem clientes por causa da confusão que aconteceu ali, naquele passado não tão distante? Boates, restaurantes, praias, motéis, filmes, datas... Qualquer coisa pode entrar para essa categoria, e quem decide isso somos nós e nossas neuras.
Meter o pau na Kylie vai mudar o que me aconteceu? Não. Vai castigar essa pessoa que cruzou meu caminho e só fez estragos? HAHAHAHAHA, não. Me faz bem? Creio que não. Virou um estranho recalque. Tenho vontade de arremessar uma vaca na cara dela, mas não deixo de escutar suas músicas. Incoerente, paradoxo, seja o que for, essa é minha relação com a srta. Minogue.
Em contraponto, ouvi tanto que a Madonna era péssima cantora, uma grande plagiadora, uma farsa, que acabei me apaixonando por ela. Já conhecia algumas de suas músicas (principalmente a de sua ótima fase de 2005), mas nem de longe tinha escutado toda a sua discografia. Descobri sua autoria em muitas das músicas que eu amava desde sempre. Me apeguei tanto a ela que comecei a comprar os DVDs de suas turnês - confesso que até uma boneca dela (da http://www.katkiller.com.br/) está aqui, sentada do meu lado nesse momento.
Se você chegou até aqui e está me achando um grande imbecil, engana-se. Os alvos escolhidos podem ser péssimos, mas a equação é bastante interessante. Troque as cantoras por algo que lhe faça sentido, algo que seja do seu gosto (falo de qualquer coisa mesmo). Vai dizer que nunca passou por algo parecido? Nunca quis ser o famoso "do contra"? Nunca fez birra ao associar coisas a algum trauma só porque elas estavam presentes no tema? Não? Se sou imbecil, você é estranho.
Sem mais rodeios, até porque já estendi demais esse assunto, vou assumir aqui toda a raiva reprimida que sinto por essa maldita cantora, e justifico esse ódio com o recalque que um de seus fãs me deixou de herança após sair da minha vida. Em outras palavras: Kylie Minogue, prepare-se para a guerra: vista a fantasia feita de ursinho de pelúcia e venha me encontrar no ringue.




Um comentário:

  1. Rs . Amei a Pequena Sereia a vida inteira. Meu anivesário de 21 anos teve uma bela mesa dela. Os amigos implicam e a família ri .. mas só quem precisa gstr sou eu !! rs

    ResponderExcluir