quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Better Than Today.

Finalmente me dignei a assistir (com toda a calma do mundo) ao último clipe lançado pela diaba-fofolete que tanto amo criticar; Kylie Minogue, vem cá, senta no colinho do tio e se prepara pro "ai ai ai".
"Better Than Today" não é nem de longe uma das melhores músicas de seu último CD ("Aphrodite"), mas quando fiquei sabendo que se tornaria clipe, criei esperanças - sou do tipo que acredita sempre no improvável - e rachei minha cara. 

Para fazer um serviço mais completo (e prazeroso), vou falar também dos dois últimos clipes antes deste.

"All The Lovers" é, sem sombra de dúvida, um dos melhores clipes da carreira dessa mulher. Ela conseguiu aliar uma idéia simples a toda sensibilidade que a música traz em sua letra, contornando tudo que poderia tornar o clipe em um exemplo de mau gosto (ainda que a idéia da pirâmide humana me incomode - sempre viajo na maionese pensando em como estarão os "amantes" que ficaram no meio da base daquela porra toda). 
"Get Outta My Way" quase deu certo; A música é excelente, mas ganhou um clipe que não lhe fez jus. Ficou um mix de "Slow" (do álbum "Body Language", de 2003) com a vibe da X Tour (2008), uma reciclagem de caras e bocas e uma fantasia vermelha horrorosa com uma super capa que mais parecia um lençol gigante. Deu para engolir (a gama de cores do clipe é muito agradável), mas decepcionou.

Aí a fofa escolhe uma música sem muita graça, mas com algum charme perdido entre um refrão e outro, e decide transformar em single. Até aí, tudo bem, nada contra. A idéia do clipe é até bacaninha na essência, mas o resultado final ficou MUITO ruim.
Essa história de clipe com cara de apresentação em programa noturno de televisão, além de manjada, só serve para quem está começando a carreira (e mesmo assim com certas ressalvas). Mais uma vez, ela fez uma reciclagem de tudo que já fez, misturou e gravou. Resultado: um background coloridinho super X Tour, mais caras e bocas, pernas (e outras curvas) de fora (porque ela precisa sempre ressaltar como está gostosa) e uma meia dúzia de efeitos muito legais super mal aproveitados.

Sei que o diferencial dela é justamente não sair muito do que sempre produziu, já percebi que rola toda uma tradição em torno de certas coisas; Ser levantada pelos dançarinos enquanto faz espacate, clipes de fundo preto com cores e iluminações em neon, figurinos esvoaçantes aliados a figurinos mais justos, uma predileção por penas carnavalescas e palcos em formato de bolo, enfim, tudo isso traz a assinatura dela, é como uma identidade. 
Porém, chega uma hora que a coisa cansa, torna-se repetitiva, previsível, clichê... Não tem nem quatro meses que conheci seu trabalho e já me deparei com as mesmas cenas em alguns anos de sua carreira. Kylie, CHEGA, JÁ DEU, SE MEXE, INVENTA, CRIA. Não é à toa que falo que você não convence ninguém.
Em 2011 ela vai entrar em turnê de novo e pelo nome já imagino que muita coisa vai se repetir; Aphrodite: Les Folies Tour com certeza vai ter projeções com a vibe da X Tour (porque ela super se apaixonou por esse estilo) e um belo de um figurino com a cara de Showgirl Tour (de 2005).
Sei que os fãs dela se amarram nisso tudo e estão ansiosos por essa turnê. Por isso que não me considero fã. Apesar de todo esse amor e ódio que sinto por ela, me recuso a ser fã de algo que não me intriga e nem me surpreende.

Não convence.

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