sábado, 15 de janeiro de 2011

Fantasia.

Proibida e desejada, razão que não faz sentido.
Íntima e saborosa, um perigo se revelada.
Qual é a minha fantasia?
Qual é a tua fantasia?
Andar por entre nuvens, num caminho de arco-íris, a devorar doces querubins?
Falar indecências à uma freira menstruada?
Provar da boca do proibido e, sem nenhum cuidado, se lambusar com
seus fluídos?
Talvez seja usar suas idéias inacabadas para secar alguns rios...
Ou secar algumas idéias com rios inacabados?
Nas costas de uma vaca alada, jogar pedras nos famintos da Índia...
Vestido de Alcachofra, lamber o corpo de Hitler?
Fazer amor com você mesmo em pleno carnaval de Veneza?
Impossíveis, absurdas, incompletas, irracionais.
Fantasias...
Fantasias...
Minha fantasia é tão simples que, se revelada, estragará a aura psicodélica das imagens formadas pela leitura deste poema.
Pois trata-se de um poema psicodélico.
Se não conseguiu perceber, volte a primeira linha e recomece.
Transforme as imagens que enxerga nas palavras em fotos com as cores extremamente saturadas.
Fantasias têm cores vivas.
Fantasias sempre são saturadas.
Exageradas.
Mesmo quando simples, são exageradas...
Razão sem sentido, vacas aladas.
Minha maior fantasia?
É ser fantasia.
A fantasia de alguém.
E nela pintar e bordar sem as correntes que me prendem a essa vida material.
Minha maior fantasia é ser o protagonista do homem.
Da alma.
Da mente.
Causar sonhos.
Pesadelos.
Onipresença involuntária.
Pudor matinal.
Ser o inalcansável.
O absurdo.
E tu?
Qual é a tua fantasia?

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