segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Enquanto eu não durmo.

Sei que o Whatever Hall anda meio largado, mas a culpa não é somente da minha falta de pauta, tenho desenhado mais do que qualquer outra coisa. Quem sabe mais a frente, quando meus desenhos evoluírem, eu não publico algum por aqui?
Vira e mexe abordo algum problema emocional ou os efeitos causados por eles em nossas vidas, sempre analisando a coisa pelo meu ponto de vista, de acordo não só com minha opinião, mas também com minhas próprias experiências. Em quase dois anos de blog, acompanhei a evolução da minha escrita através dos desabafos constantes que publiquei por aqui... Uma vez eu disse que o ato de escrever nada mais é do que colocar para fora o que se tem dentro... Acertei em cheio.
Já falei de traumas, limites, ataquei como crítico de cinema (e não convenci, mas não desistirei), dei uma de psicólogo (fajuto), arrisquei tudo que me era semelhante, mas acredito nunca ter mencionado um dos meus maiores problemas, problema esse que permite minhas publicações, desenhos e mais geniais idéias.
A insônia é um mal moderno, vem evoluindo e cada vez mais atacando os mais novos. O que para alguns é novidade, para outros é costume. Posso dizer, com dúvidas (porque minha memória é seletiva - esquece TUDO), que adquiri o hábito de não ter o sono como companheiro em 2005. Tudo aconteceu na minha vida em 2005, é incrível.
Já tive rotinas diurnas e noturnas, sendo feliz em cada uma delas, mas de uns dois anos para cá perdi completamente a regulagem; Se em uma semana durmo durante o dia e fico acordado durante a noite, na semana seguinte faço o contrário, isso quando não vario a rotina do sono de um dia para o outro. É sempre uma surpresa. Por essas e outras, o sono transformou-se no meu maior sabotador e pior inimigo.
Quando inverto os horários, entro em parafusos, por vezes decorados com surtos criativos, por vezes adornados por uma leve psicose recorrente sobre meu destino nessa vida. Os temas sempre são os mesmos, minhas angústias preferidas, minhas dores de estimação. 
Por essas e outras fico cansado quando não deveria e animado quando deveria estar dormindo. Meu timing se desencontra do timing dos meus amigos e a minha fama de atrasado se justifica; Quando estou com uma rotina de sono sou pontual, caso contrário conte meia hora, quarenta minutos, e aí sim vá me encontrar, senão vai mofar me esperando.
Apesar de todo esse nó que o sono traz ao meu dia-a-dia, sou muito bom de cama; Durmo maravilhosamente bem, como um neném, sono pesado, quieto e revigorante. Minha insônia é torta, irregular e temperamental. A única coisa que me atrapalha enquanto durmo são meus sonhos que, de tão realistas, servem como uma extensão do meu dia. Dependendo do sonho, acordo cansado, como se não tivesse dormido nem por uma hora completa - e leiam esse "dependendo do sonho" como TODO e QUALQUER sonho. 
Minha mente me obriga a ir a lugares que não quero, vivencio experiências das quais jamais pretendo experimentar, fora as fantasias mais loucas e desvairadas. Se o sonho for um pesadelo então, HÁ, não queira me encontrar depois de um pesadelo. Meus piores dias foram após uma noite de pesadelos.
O fato é que, apesar de necessário, se dependesse da minha vontade eu não dormiria nunca. Gosto do dia e amo a noite, não sei abdicar de nenhum dos dois, tenho afazeres preferidos para cada horário; Escrever é de noite, no máximo pela manhã após uma madrugada em claro. Desenhar é durante o dia, à luz natural - ás vezes de madrugada, mas é raro (embora funcione bem).
Só quem tem esse problema com o sono e está ciente dele vai me entender, porque até agora esse texto é, de longe, o menos pretencioso e ideológico desse blog; Perdi o Domingo, fui dormir ás 9h da manhã e acordei ás 3h30 de segunda-feira (a.k.a hoje). Estou ligado nos 300.000 volts, louco para fazer alguma coisa. Essas linhas nada mais são do que um simples atalho para desacelerar um pouco; Eis meu segundo problema: velocidade. Ser lento e ser rápido, dormir muito dormir pouco. É um inferno viver na minha mente.

Um comentário:

  1. Verdade?...Não perdeu muito.
    Só a praia...
    Domingo meio preguiçoso.. esqueceu de acordar, assim como você. Arrastou-se..kkkkkk
    Insônia...é...nos deixa diluídos, vagando nas horas do dia seguinte. Verdadeiros Zumbis.
    Mas depois... ninguem nos aguenta..kkkkk
    Adoro seus textos...reais...fortes e ao mesmo tempo sensíveis. Adorooooooooo!!
    Linda semana..
    Super beijos,
    Regina d'Ávila.

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