sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pyca.

Diretamente do TwitPic da própria...


Se é mesmo ela dentro dessa fantasia eu não sei, mas não duvido que seja. Só porque eu sempre falo das mesmas cantoras e essa aí ainda era inédita no Whatever Hall.

Essa é a vibe dessa sexta-feira. 
Muito pau-no-cu para vocês. 

Beij.

PS: publicação que ilustra perfeitamente aonde estou indo me enfiar;
Uma night ao som de Hip-Hop, Electro e House, com um público SUPER a minha cara.
- Ironia detected -
O que não fazemos por amigas que amamos, não é mesmo?
Giu, eu te amo, tsá? Essa é a prova.


Who's that bitch, Kylie?

Todos sabem que eu AMO um filme ruim, certo? Não? Então, eu AMO filmes ruins. Você deve estar se perguntando o por que disso, não é? Muito simples: por serem ruins; É meu tipo preferido de vergonha alheia.
Num dos meus passeios pelo Youtube, comecei a ver videos sobre aulas de natação para bebês (I don't know why, ok?) e terminei nisso aqui:

Tá com preguiça de ver o video inteiro?
Sem problemas, aqui estão as melhores partes.









Então. Cês me entendem agora? Tá, eu sou esquisito, admito. Whatever, o que mais me intrigou nesse video não foi o PORQ ISSO EXISTE??? Foi essa fulana aqui, ó:


Calma. Fui no IMDB (Internet Movie Database) checar o elenco dessa mega produção e Kylie Minogue não consta na lista, infelizmente. Então who tha'fuck is that bitch, right?

JANE MCSHANE.

Cortou meu barato. Já estava todo feliz, jurando que tinha encontrado na carreira cinematográfica da srta. Minogue o equivalente ao clipe de "Your Disco Needs You" (retirado de sua videografia oficial por ser único, rs) em sua carreira musical.
Falando em carreiras sortidas, e a da srta. McShane? Surpresa: é tão boa quanto esse filme aí; Um ou outro momento brilhante (não me peçam para definir, por favor) e mais nada. Porém, na sessão de fotos... Gente. Gente. GENTE.

Ela é a versão "Madonnizada" da Kylie.
Aqui a prova:



E essa publicação, por quê? Só me deu vontade, ora bolas. E também porque não perco nenhuma oportunidade de sacanear a Kylie - mas que fique registrado que já me entendi com a pessoa que me fez amá-la odiá-la desse jeito.

Para encerrar, a própria cantora assistiu a esse filme e me deu sua opinião.


Conta aí, Kylie... 

Que cê achou de "Shark Attack 3: Megalodon"?



Olha o lado bom: já é sexta-feira.
It's friday, friday, gotta get down on friday...




quinta-feira, 28 de abril de 2011

28 minutos.

Foram precisos 1680 segundos para que ela me acalmasse. Engraçado o poder que certas avós têm sobre a gente, não é? Nunca foi segredo que sou louco por minhas duas avós, mas a grande verdade é que minha metade da laranja está na dona Ivana, a avó materna; Sinto desde sempre uma sintonia diferente, um canal a mais aberto entre nós.
Lembro que na minha adolescência, lá em 2002, ou 2003, ela vinha ao Rio com mais frequência, e acabava sendo sugada por um neto gorducho e carente; Os passeios pela Visconde de Pirajá, os doces na Chaika, os chás na Livraria da Travessa, os filmes água-com-açúcar, as divagações sobre essa vida mundana... Era tudo tão bucólico, uma nostalgia do presente, era... Mágico; Mary Poppins, se nunca te achei encantadora, culpe a dona Ivana.
Apesar de termos perdido o contato diário muito cedo (ela mudou-se para Minas quando eu ainda era criança), continuamos nos entendendo como se nos víssemos todos os dias; Posso ficar meses sem lhe falar ao telefone, um ano inteiro sem vê-la, não importa o tempo, estamos sempre no mesmo lugar, partimos do último ponto como se ele tivesse acontecido ontem.
Passei a última madrugada em claro, indisposto, sofrido, pensando na vida e nos becos nos quais fui parar sem perceber; Passe uma madrugada inteira pensando em problemas que, para cada hora a mais acordado, um problema novo é criado na sua imaginação, e problemas imaginários são mais perigosos que os reais, pois não têm causa e nem mesmo solução. Você sofre por sofrer, se desgasta por nada, pura e simples auto-sabotagem (depois da terapia, adotei esse termo para a vida). 
O fato é que, após uma noite virada por uma imaginação para lá de fértil e criativa, bastou passar vinte e oito minutos com ela ao telefone e pronto. Onde foi parar a crise? Cadê meus demônios? Voltem, queridos! Pronto, já foram embora. E ela me passou algum ensinamento valoroso para a vida? Não sei. Nunca sei. Não sei aonde nos encontramos, sei apenas que nunca nos perdemos.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

CADÊ BUCHECHA?

Enquanto assistia a "Insensato Coração" (atual novela das 21h da Rede Globo), parei e observei melhor a cara do Jonatas Faro (aquele ex-Chiquititas, para quem sobreviveu aos anos 90).

De repente tive esse insight:



Ele, magrelo desse jeito, com essas maçãs do rosto agressivas, a Winits cada vez mais over...
Cês têm dúvida que esse filho deles vai ficar muito longe disso?


Jonatas, vai comer.
SÉRIO, VAI COMER; Cê já tá sem bochechas, baby.


Danielle,  já tô sabendo que cê tá ingerindo
bebida alcóolica e fumando durante essa gestação, viu? 
Tsc, tsc, tsc, muito feio!


Depois não reclamem se a criança nascer cantando "Born This Way".



segunda-feira, 25 de abril de 2011

#TodosEngorda.

Para superar a ressaca moral desse pós-páscoa, nada melhor do que um alívio saudável em meio aos restos de ovos e coelhinhos de chocolate mordidos.
Tá se sentindo gordo? É, somos dois. Sua cara explodiu em espinhas? Jura? A minha também! Vamos então ressuscitar essa campanha publicitária GENIAL da Hortifruti para nos lembrar quais são os passos em direção ao manequim 36.

Frutas, verduras, legumes, drama, AÇÃO!
















Larga já esse resto de ovo de páscoa e corre para as saladinhas e para os sucos; Fica, vai ter Ceasar Salad com limonada.

Estava atrás dessas imagens há MUITO tempo, mas só as encontrei hoje, por acidente, em um dos álbuns de fotos de um conhecido do Facebook - por isso não vou creditá-lo pela ajuda involuntária, rs.


Um beijo para quem é diabético!

Feliz Páscoa, gente!


Sem mais.

Roubei desse querido aqui:
http://www.naointendo.com.br/


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Outro amor bandido, mas, dessa vez, ele é bíblico.

E você aí, todo feliz, jurando que na tradução "Bad Romance" virava "Romance Mau". É, não vira não. Desculpe-me por quebrar a ilusão, mas traduções literais quase nunca ficam boas."Romance Bandido" seria o mais adequando, aproximando o sentido; O sentido é mais importante do que a palavra, aprenda. Não, não, não, pode ir parando com o chilique e com as mil justificativas, e nem adianta procurar apoio na gramática para provar que pode ser "Romance Mau", porque a letra da música fala exatamente sobre um amor bandido, doente, um romance preso à luxúria, fadado à doença, intenso. 
Aliás, faz mesmo diferença discutir sobre tradução de sentido? Não, né? A música é de uma cantora americana e, se Deus quiser, nunca será traduzida e interpretada por uma cantora brasileira - já basta o soco no estômago que levei quando, ainda criança, ouvi a versão de "My Heart Will Go On" adaptada e cantada pela voz da meiga Sandy... Você tem alguma coisa contra ela? Então vai arder no inferno por não amar tal angelical criatura. Sabe quem vai estar lá com você, no colinho do capeta? A Lady Gaga. Dessa vez ela foi longe demais! Peraí, foi?

Estrábica? Oi?

Desde o lançamento, em algum dos últimos dias da semana passada, estou inquieto, me segurando para não escrever sobre "Judas", o último lançamento da cantora; Me segurando por dois motivos: falar sobre música Pop está virando assunto recorrente nesse blog, o que me incomoda bastante (pois não sou tão ligado assim nesse assunto) e porque criei o hábito de falar sobre músicas depois do lançamento de seus respectivos clipes. Mas "Judas" é de uma particularidade sem tamanho, não tinha como me segurar por muito tempo.
É notório o cansaço das pessoas com essa mania de querer chocar que a Lady Gaga vem cultivando desde... Sempre. Até eu que admiro o trabalho dela já estou ficando de saco cheio de tanta polêmica; No começo era legal, era divertido, aí veio "Alejandro" (com aquele clipe saído do lado mais obscuro da terra do mau-gosto), depois veio o fracasso de "Born This Way" (que se não tivesse sido comparada à "Express Yourself" da Madonna e não tivesse vindo depois de "Firework" da Katy Perry, com certeza teria colado muito mais)... Desventuras em série. Acho válida essa força de vontade dela em quebrar parâmetros, em incomodar os mais sisudos ao brincar com assuntos que (em pleno século XXI ainda) são tabus, mas, né? Uma coisa é esforçar, outra bem difente é forçar a barra.
Espero, do fundo do meu coração, que "Judas" seja a última música dela num longo período de lançamentos que se relacione à igreja e à religião; Se nem a Madonna, velha de guerra, convenceu naquela fase meio zen (Kaballah é meu c*), imaginem uma cantora que ainda está no terceiro álbum? Gaga, supere a antipatia pela igreja católica, o mundo, ou melhor, seu público não liga (mais) para esse assunto.
Outra coisa importante a ser falada, ou melhor, lembrada: ainda é uma cantora iniciante; Não importa  a quanto tempo ela lida com a música, o fato é que é famosa desde, sei lá, 2009. Ainda tem muito chão pela frente, muito o que dar ao mercado, ao público e aos fãs, aquela raça que eu amo tanto. Cobram uma maturidade profissional que, pelo tempo de carreira e pela pouca idade (25 anos e norte-americana, oi), nunca vai fazer jus às expectativas. Ela ainda vai errar muito até aprender qual é o tom certo para se manter estável - pois, sim, estabilidade é importante para esse tipo de artista, mesmo quando a idéia é arriscar; Só o seu início de carreira já lhe rendeu méritos históricos, vamos com calma agora.
Os que gostam dela de verdade (e não são cegos), fãs ou apenas simpatizantes, estão com medo desse novo álbum que está por vir (me incluam nesse grupo), e com razão, pois até agora foi um erro atrás do outro; Não, eu não concordo com isso, mas, se estou escrevendo um texto lúcido, não posso me deixar levar pelo meu gosto pessoal (que me fez amar essas duas músicas novas).
Com tudo isso, há ainda um outro elemento que com certeza vai atrapalhar a recepção desse material: o conhecido "haters gonna hate"; Se uma pessoa fez uma crítica irônica, mas com algum embasamento, ela vai sendo levada à frente, vai aumentando de proporção e torna-se um agente sabotador - o famoso "Maria vai com as outras". Ás vezes, a coisa é passada à frente apenas pelo prazer de falar mal. Culpa dessa era onde a informação se espalha como uma doença infecto-contagiosa, onde um chinês pode dar sua opinião sobre alguma coisa para um brasileiro com apenas um clique. Fora que hoje em dia todo mundo tem alguma coisa a dizer sobre todo e qualquer, e nem precisa ser informação útil (e na maior parte das vezes não é).
Bom, já disse tudo o que eu queria sobre essa cantora que eu tanto amo (os mais espertos vão entender isso como uma crítica construtiva e não como argumentos cegos ou uma busca pelo status de "Little Monster"), vamos então falar da música que é a premissa dessa publicação. 

Se nem a Madonna de "Like a Prayer" entendeu essa, imagina a gente?

É uma brincadeira. Muita gente se revoltou com uso de personagens bíblicos (Cristo e Judas) como metáforas para a mulher idiota e o homem cafajeste, mas não passa de uma brincadeira. Na verdade, lendo a letra da música com mais calma, comecei a ficar na dúvida se a mulher retratada é mesmo uma passiva que aceita as traições do homem que ama - outra mania cansativa da Lady Gaga: se iconizar como uma santa-pecadora-extremista.
Essa história de "Jesus é minha virtude e Judas é o demônio ao qual recorro" não é satanismo, minha gente. É óbvio demais para ser (o que talvez seja um truque, mas vamos deixar as teorias da conspiração para os religiosos irritadinhos). Como eu disse, a música toda é uma metáfora que pega emprestada a relação de Cristo com Judas, seu apóstolo traidor; Cristo continua amando Judas mesmo após a traição, e ainda o perdoa, assim como algumas mulheres que, cegas, santas ou não, passam por cima das puladas de cerca e da desonestidade de seus amados.
A batida da música é muito boa, o instrumental funciona bem e, apesar da letra ser bastante desconfortável (até para quem não é religioso), as rimas são boas; Voilè, temos mais uma música-chiclete direto da Haus Of Gaga - um lançamento perfeito para ser dançado nas boates da vida. Pode ser considerada também uma versão mais pesada de "Bad Romance", que provoca a vergonha alheia, mas, se você perder o preconceito e ignorar a moda de desacreditar o potencial da cantora, torna-se válida; Não é a melhor música que já ouviu na sua vida, mas também não é o maior lixo já lançado. Espera só você estar na pista de dança, com uns bons drinques na cabeça, para ver se não vai estar gritando que ainda ama Judas.
Para encerrar, levanto a seguinte questão: já pararam para pensar que o maior amor bandido da história é justamente o de Cristo por nós? Eu tinha desistido da humanidade antes mesmo de Judas negociar a história da Bíblia por alguns dobrões.

Eu heim.


domingo, 17 de abril de 2011

Três.

Uma metáfora cinematográfica que representa perfeitamente minha relação com meus dois melhores amigos; Bidi e Tato, vocês vão concordar... 

Imaginem que a Aurora e o príncipe são uma representação do mundo em que vivemos.

Realizaram?
Então vamos lá...





...Ou melhor, Tato, você vai concordar comigo, porque a Bidi vai dizer que sou eu quem prefere o mundo cor-de-rosa.


Bom domingo, galerë.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Till The World Ends; Ou "A festa no bueiro".

Por mais que eu tenha abominado o resultado final da minha crítica sobre "Hold It Against Me" plus "Born This Way", minha angústia ao deixar coisas pela metade ainda é maior; Se comecei, agora vou até o fim.
Por onde começar? Pelo fim do mundo? Porque essa é a premissa do mais novo clipe da srta. Spears, "Till The World Ends", lançado há pouco pela diva em seu site oficial. Pois bem. Então.É. Sim, não estou com muita vontade de falar sobre o assunto, rs.
Como não sou fã da cantora, tendo a conhecido de verdade apenas em 2007 (em meio àquela maravilhosa fase de sua carreira/vida pessoal), posso enxergá-la com olhos desacostumados a seu estilo e estética, sendo mais crítico do que deveria.
Me auto-confiro o título de "Pessoa Mais Chata do Brasil" (PMCB) ao dizer que esse último clipe ficou uma belíssima porcaria. Eu sei que meti o pau em "Hold It Against Me", sei que tenho toda uma "tendência-Gaga-de-ser", mas, mesmo assim, como crítico (e por já ter feito uma revisão séria da carreira da cantora), sei que não estou me subvertendo às minhas preferências pessoais ou implicâncias com a primeira década do século 21.

Encantada, te dedico.

No último clipe fiz alguns apontamentos sobre a aparência da cantora, e aqui reforço meus elogios: está linda e continua dando a impressão de que finalmente fez as pazes com as câmeras; Caras e bocas, sorrisinhos e poses, tem brincado como nunca com quem assiste aos clipes, o que é muito legal uma vez que tal simpatia sempre foi um de seus pontos fortes.
Os figurinos melhoraram (aquele vestido de debutante demoníaca do último clipe ainda não me desceu), foram feitos para desenhar mais a silhueta e tem aquela estética brega tão característica da Britney dos áureos tempos; Nesse ponto eu sou cruel com os fãs: ELA SEMPRE FOI BREGA, não há o que discutir sobre essa verdade.
Nada de 'SONY SONY SONY', nada de luta contra o próprio eu (já tão batida), mas, como nem tudo pode ser perfeito, ficou faltando a coreografia. Cadê a dança, Britney? Mais uma vez a edição de video cortou tanto as cenas dançantes que a sensação de tapeação continua. Não fossem os dançarinos, o que veríamos seria apenas uma loirinha, com carinha de safada, dando pulinhos apertados por uma roupa de discutível estética.

Sabe que tem carisma, né? Cretina.

Pela música, confesso que esperava muito mais; É sempre assim, começo odiando, passo a simpatizar, no final estou amando. Pode ser que dessa vez isso aconteça, pode ser que não... Até segunda ordem, achei sofrido e não faço questão de colocar no 'Fez' (meu iPhone, prazer).
Quando soube que esse seria o próximo lançamento, imaginei caos, suor, efeitos especiais, dança frenética... Teve um pouco de tudo isso, é inegável, mas sempre com o velocímetro abaixo dos 50km; BRITNEY, VAMOS AGITAR? É O FIM DO MUNDO, MINHA FILHA! NÃO É A FESTA NO BUEIRO DO BAIRRO. Eu heim.
De certa forma, o saldo final é positivo pois, ainda que não seja o melhor clipe do mundo,  também não é um lixo completo - é fraco, é porcaria, mas passa, dá para perdoar. Fora a excelente qualidade desse último álbum, que chega a dispensar (em termos) a necessidade de clipes "fodásticos" (licença poética para ser ridículo, rs).
Aproveito essa resenha para deixar registrada minha satisfação com "Femme Fatale". Não tem uma faixa do disco que não seja (no mínimo) agradável de escutar, e ainda há algumas promessas de bons clipes - na minha opinião, "Gasoline" (me apaixonei por essa), "Black Widow" (meio punhetinha, mas simpática) e "Trouble For Me" (vâmo pra buatchy cazamiga, amapô?). Mandou bem, Britney. Curti.

O que eu queria mesmo era vê-la coreografando o fim do mundo montada nas costas de um cometa rumo à face da Terra, em meio a muita gargalhada diabólica.

It's Britney, bitches!

PS: Para  não dizerem que estou com má vontade quando digo que essa mulher não está dançando porra nenhuma, peço que assistam a esse video de uma apresentação ao vivo, sem edição nenhuma. Ele vai falar por mim.
Ou canta ou dança, playback e má vontade não dá, srta. Spears.

http://www.youtube.com/watch?v=1FVcrUhKuQI&feature=related

Fãs acomodados geram artistas acomodados, beijos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Falta de pauta, Photoshop e bonecas.

Já faz alguns dias que quero publicar um texto por aqui (principalmente por ter odiado o resultado final dos dois últimos), mas lembram que eu disse que ás vezes caio em um ócio criativo que me tira as forças para qualquer expressão artística? Então, cai nele mais uma vez; Sim, escrever também é uma expressão artística - ou você acha que somente pinturas, esculturas e afins são arte? Não vou discutir arte porque, quando eu decidir tocar nesse assunto, horas da minha vida serão levadas. Fiz meu apontamento, estou satisfeito; Escrever também pode ser arte, fim da teoria. O fato é que estou com vontade de escrever, mesmo que não tenha pauta, então, vamos ao trivial, aos por quês. 
Notaram a mudança no look'n feel do blog, né? Ah, Look'n feel é o termo publicitário para o "design" de sites, termo que é esquecido, pois costumamos chamar de layout (que é aceitável usualmente, mas não é o termo correto, oficialmente falando)... Tá, não vou relembrar minhas aulas de publicidade, sofridas em 2008 quando entrei em Comunicação Social.
Já deixei clara alguma vez minha insatisfação com meus dons gráficos? Tenho uma preguiça quase mortal de lidar com o Photoshop, mas depois que aprendi o básico nele, não quis mais saber do Picasa que salvou minha pele na edição rápida de imagens por longos cinco anos. Por essas e outras o fundo do Whatever Hall sempre foi pobre e enquanto este ser que vos escreve não se coçar para torná-lo mais atrativo visualmente, bem, assim vai permanecer; Pobre, mas querido.
Deixando meu lado crítico de lado, não posso negar minha momentânea satisfação com esse fundo novo; O antigo era amado, mas não tinha sido feito por mim, era uma edição em cima de uma imagem já existente. Pobre ou não, a identidade do blog finalmente é totalmente criada para ele, por mim, seu insano autor; Se você está se perguntando se fui eu quem tirou as fotos dessa Cinderela safada, toda arreganhada, apalpando o dito-cujo do Eric ("A Pequena Sereia", alôu), a resposta é sim. SIIIM! Não, eu não sou bom com fotografia, preocupo-me apenas com o registro de uma idéia, nada mais, nada menos. 
Esses dois do plano de fundo do meu "salão do tanto faz" são apenas o topo de uma vasta coleção de bonecas que tenho aqui, guardadas a sete chaves na gaveta debaixo do computador; Escrevo sobre um cemitério de bonecas vivas. Tétrico, não? 
Ei, não enlouqueci na minha solidão e agora acho que minhas bonecas são colegas do "Brinquedo Assassino". Digo que são vivas pois estão muito bem conservadas se levada em consideração a época do lançamento de cada uma delas; São aproximadamente nove personagens clássicos da Walt Disney e umas três versões da Anastásia, cada uma com uma das roupas principais usadas no filme (chore, pois se não sabia, agora acaba o sonho: "Anastásia" não é da Disney, é da Fox).
Essa coleção caiu no meu colo de uma vez só quando uma de minhas mais queridas amigas quis se desfazer de um baú que ficava em seu quarto, onde elas dormiam há uma década; Lembrou do amiguinho fanático pela Disney, olhou para as bonecas, lembrou que eu as paquerei descaradamente em uma de minhas visitas à sua casa... Por que não? E me deu. 
Não vou negar que três dessas doze fui eu quem comprou, mas me justifico: estava empolgado com a coleção nova, e faltava alguns personagens preferidos. Tenho esse apego à minha infância, esse carinho por filmes que me remetem a uma época despreocupada e exclusivamente feliz da minha vida; Fui um príncipe Disney em todos os sentidos. É, eu fui.  
Noites atrás, de bobeira, tirando a poeira do cemitério vivo, resolvi colocar a Cinderela em poses (é a que tem o vestido mais leve e com movimento). Numa dessas, curti a posição das pernas e da saia para, num insight, colocar o Eric em cena. Curti, fotografei, editei, amei, virou fundo, simples assim. Até pensei em usar o Shang ("Mulan", seu sem-infância), que é lindo, mas, né? Princesa com príncipe, nada de zonear a pirâmide social dos personagens - já basta a confusão que a Disney fez a cada conto de fadas distorcido que foi lançado (não existe o odioso "felizes para sempre").
Se vocês gostaram ou não desse novo background eu não sei, mas sei que nunca vou ficar sabendo - a menos que eu pergunte, pois muitos de meus leitores são amigos próximos e nunca adiantou lhes (ou vos) pedir que comentassem as publicações por aqui, na sessão de comentários (sempre me falam quando me nos encontramos). Vocês gostando ou não, eu gostei, e até segunda ordem, assim vai ficar.
Pouco me importa a qualidade das fotos usadas (seja ruim ou péssima, rs) desde que a idéia seja entendida: Whatever Hall, Salão do Tanto Faz, uma Cinderela arreganhada para o marido de outra princesa; Sentido? Nenhum. Foco? HAHAHAHAHA! Esse é o espírito e pretendo que ele nunca desencarne (mesmo que tenha mudanças em mente, mas nada muito drástico).
Preguiça do Photoshop,  publicidade, 2008, bonecas... Pura falta de pauta. Não que eu não tenha, pelo menos, cinco temas interessantes sobre os quais quero dissertar, acontece que, apesar do que parece, esse texto tem um único pretexto - e não é justificar a cara nova do blog.
Estou num constante estado de "que absurdo!"; As últimas notícias, as últimas novidades, o comportamento que a sociedade vem adotando, os mais novos rejeitados pela sociedade, enfim, TUDO à minha volta me parece absurdo, o que me deixa inconfortável e catatônico. 
O ócio criativo, desta vez, é apenas uma escolha (in)voluntária de ficar cego e surdo, alheio, pois, uma vez que "nada acontece no reino da Dinamarca" (meu jargão pessoal favorito), não há problema na Terra que me tire o foco das minhas resoluções pessoais; Hoje em dia tenho projetos pessoais que precisam de atenção.
Nunca pensei que fosse dizer isso, mas, na atual conjuntura dos fatos, é mais agradável olhar para os meus tão odiados problemas pessoais do que abrir os olhos para o que me cerca; O absurdo coletivo anda tão descontrolado que o meu, no singular, tornou-se fácil de lidar.
Explodam Bolsonaros e politizados da vida, eu quero é curtir minha vida burguesa enquanto faço meus desenhos e penteio minhas bonecas (como se eu fizesse isso de verdade, rs). E você aí, caro leitor, não me critique apenas porque não lhe é viável essa opção, lembre-se que não é minha culpa se nem todo intelectual tem a sorte de poder escolher quando quer ser ignorante. 



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cinderela, a devassa.

Cinderela: massageando a pélvis do homem alheio desde 1950.

E vocês juravam que ela era santinha, tsc. 

It's friday and... OH NOOO!



(Via @joaomarcio, um dos meus favoritos, no Twitter. http://twitpic.com/4fpuyu)

Demônia.