terça-feira, 5 de abril de 2011

Falta de pauta, Photoshop e bonecas.

Já faz alguns dias que quero publicar um texto por aqui (principalmente por ter odiado o resultado final dos dois últimos), mas lembram que eu disse que ás vezes caio em um ócio criativo que me tira as forças para qualquer expressão artística? Então, cai nele mais uma vez; Sim, escrever também é uma expressão artística - ou você acha que somente pinturas, esculturas e afins são arte? Não vou discutir arte porque, quando eu decidir tocar nesse assunto, horas da minha vida serão levadas. Fiz meu apontamento, estou satisfeito; Escrever também pode ser arte, fim da teoria. O fato é que estou com vontade de escrever, mesmo que não tenha pauta, então, vamos ao trivial, aos por quês. 
Notaram a mudança no look'n feel do blog, né? Ah, Look'n feel é o termo publicitário para o "design" de sites, termo que é esquecido, pois costumamos chamar de layout (que é aceitável usualmente, mas não é o termo correto, oficialmente falando)... Tá, não vou relembrar minhas aulas de publicidade, sofridas em 2008 quando entrei em Comunicação Social.
Já deixei clara alguma vez minha insatisfação com meus dons gráficos? Tenho uma preguiça quase mortal de lidar com o Photoshop, mas depois que aprendi o básico nele, não quis mais saber do Picasa que salvou minha pele na edição rápida de imagens por longos cinco anos. Por essas e outras o fundo do Whatever Hall sempre foi pobre e enquanto este ser que vos escreve não se coçar para torná-lo mais atrativo visualmente, bem, assim vai permanecer; Pobre, mas querido.
Deixando meu lado crítico de lado, não posso negar minha momentânea satisfação com esse fundo novo; O antigo era amado, mas não tinha sido feito por mim, era uma edição em cima de uma imagem já existente. Pobre ou não, a identidade do blog finalmente é totalmente criada para ele, por mim, seu insano autor; Se você está se perguntando se fui eu quem tirou as fotos dessa Cinderela safada, toda arreganhada, apalpando o dito-cujo do Eric ("A Pequena Sereia", alôu), a resposta é sim. SIIIM! Não, eu não sou bom com fotografia, preocupo-me apenas com o registro de uma idéia, nada mais, nada menos. 
Esses dois do plano de fundo do meu "salão do tanto faz" são apenas o topo de uma vasta coleção de bonecas que tenho aqui, guardadas a sete chaves na gaveta debaixo do computador; Escrevo sobre um cemitério de bonecas vivas. Tétrico, não? 
Ei, não enlouqueci na minha solidão e agora acho que minhas bonecas são colegas do "Brinquedo Assassino". Digo que são vivas pois estão muito bem conservadas se levada em consideração a época do lançamento de cada uma delas; São aproximadamente nove personagens clássicos da Walt Disney e umas três versões da Anastásia, cada uma com uma das roupas principais usadas no filme (chore, pois se não sabia, agora acaba o sonho: "Anastásia" não é da Disney, é da Fox).
Essa coleção caiu no meu colo de uma vez só quando uma de minhas mais queridas amigas quis se desfazer de um baú que ficava em seu quarto, onde elas dormiam há uma década; Lembrou do amiguinho fanático pela Disney, olhou para as bonecas, lembrou que eu as paquerei descaradamente em uma de minhas visitas à sua casa... Por que não? E me deu. 
Não vou negar que três dessas doze fui eu quem comprou, mas me justifico: estava empolgado com a coleção nova, e faltava alguns personagens preferidos. Tenho esse apego à minha infância, esse carinho por filmes que me remetem a uma época despreocupada e exclusivamente feliz da minha vida; Fui um príncipe Disney em todos os sentidos. É, eu fui.  
Noites atrás, de bobeira, tirando a poeira do cemitério vivo, resolvi colocar a Cinderela em poses (é a que tem o vestido mais leve e com movimento). Numa dessas, curti a posição das pernas e da saia para, num insight, colocar o Eric em cena. Curti, fotografei, editei, amei, virou fundo, simples assim. Até pensei em usar o Shang ("Mulan", seu sem-infância), que é lindo, mas, né? Princesa com príncipe, nada de zonear a pirâmide social dos personagens - já basta a confusão que a Disney fez a cada conto de fadas distorcido que foi lançado (não existe o odioso "felizes para sempre").
Se vocês gostaram ou não desse novo background eu não sei, mas sei que nunca vou ficar sabendo - a menos que eu pergunte, pois muitos de meus leitores são amigos próximos e nunca adiantou lhes (ou vos) pedir que comentassem as publicações por aqui, na sessão de comentários (sempre me falam quando me nos encontramos). Vocês gostando ou não, eu gostei, e até segunda ordem, assim vai ficar.
Pouco me importa a qualidade das fotos usadas (seja ruim ou péssima, rs) desde que a idéia seja entendida: Whatever Hall, Salão do Tanto Faz, uma Cinderela arreganhada para o marido de outra princesa; Sentido? Nenhum. Foco? HAHAHAHAHA! Esse é o espírito e pretendo que ele nunca desencarne (mesmo que tenha mudanças em mente, mas nada muito drástico).
Preguiça do Photoshop,  publicidade, 2008, bonecas... Pura falta de pauta. Não que eu não tenha, pelo menos, cinco temas interessantes sobre os quais quero dissertar, acontece que, apesar do que parece, esse texto tem um único pretexto - e não é justificar a cara nova do blog.
Estou num constante estado de "que absurdo!"; As últimas notícias, as últimas novidades, o comportamento que a sociedade vem adotando, os mais novos rejeitados pela sociedade, enfim, TUDO à minha volta me parece absurdo, o que me deixa inconfortável e catatônico. 
O ócio criativo, desta vez, é apenas uma escolha (in)voluntária de ficar cego e surdo, alheio, pois, uma vez que "nada acontece no reino da Dinamarca" (meu jargão pessoal favorito), não há problema na Terra que me tire o foco das minhas resoluções pessoais; Hoje em dia tenho projetos pessoais que precisam de atenção.
Nunca pensei que fosse dizer isso, mas, na atual conjuntura dos fatos, é mais agradável olhar para os meus tão odiados problemas pessoais do que abrir os olhos para o que me cerca; O absurdo coletivo anda tão descontrolado que o meu, no singular, tornou-se fácil de lidar.
Explodam Bolsonaros e politizados da vida, eu quero é curtir minha vida burguesa enquanto faço meus desenhos e penteio minhas bonecas (como se eu fizesse isso de verdade, rs). E você aí, caro leitor, não me critique apenas porque não lhe é viável essa opção, lembre-se que não é minha culpa se nem todo intelectual tem a sorte de poder escolher quando quer ser ignorante. 



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