quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cimento.

Pelo ímpeto que me empurra ao desconhecido, trilho a estrada do talvez.
Cada vez mais à frente, numa locomoção estagnada.
Tudo de novo; Os acertos, já sem méritos, e os equívocos tão familiares.

Certeza não há.
Sobra insegurança, medo, pavor e cimento.
Uma estátua viva e sorridente, alma petrificada pelas técnicas da angústia.

Detalhada, delicada e soberba.
Levou anos para alcançar tamanha perfeição.
Ainda assim, não consegue disfarçar a pobreza de sua matéria-prima.

Quando o sorriso esculpido é percebido, se estilhaça.
A estátua desmorona, frágil como aparenta ser.
Obra mal construída.

Em seus cacos, sonhos perdidos.
Regras quebradas.
A frustração do que nunca conseguiu ser.

Força a água que vem do coração.
Coração falso.
Nenhuma gota.

O cimento permanece seco.
Lágrima alguma escorre pela face destruída.
Cimento não chora.




segunda-feira, 23 de maio de 2011

O salão que é só meu.

Farei essa breve pausa nas publicações aleatórias para fazer um desabafo que está na lista de espera já faz algum tempo. Na verdade, não sei bem se é um desabafo ou uma prestação de contas... Bem, entendam como acharem melhor.
Numa era onde todos podem expressar suas opiniões e disseminá-las para uma grande massa, ás vezes fica difícil manter um espaço como o Whatever Hall. Não leio livros, jornais ou revistas, mas considero-me um leitor por acompanhar alguns blogs e sites de notícias. Graças à esse hábito, soube desde o início que meu blog não decolaria ou tornaria-se popular; Ele não foi concebido para ser popular. 
Criei esse espaço para dar continuidade ao que já fazia no falecido Fotolog, mas sem a obrigação de publicar uma foto ou de contar alguma história pessoal (muito embora isso aqui esteja cheio delas), mantendo os pés no chão ao repetir, como um mantra, que "quase ninguém gosta das mesmas coisas que você, Guilherme", o que é bem uma verdade.Não me acho exclusivo, intelectual ou até mesmo cult, mas sei muito bem que o que me desperta interesse, o que me faz rir, não diz muita coisa para a maioria das pessoas.
Acompanho (religiosamente) aproximadamente cinco blogs, mas nenhum que tenha conteúdo propriamente sério; Todos cômicos, irônicos e bobos, mas é claro que, dentro de tanto humor descartável, vez ou outra aparece uma ou outra causa nobre - até quem perde os amigos para não perder as piadas faz vezes de pessoa centrada.
Por isso é difícil lidar com o Whatever Hall e todas as suas (e minhas) particularidades. Eu sei o que atrai as pessoas, recruta leitores e prende a atenção deles, o que me leva a crer que o que escrevo, produzo e publico, dificilmente cairá nas graças do povo para me render algum incentivo, alguma massagem ao ego; Escritores são narcizistas, ou seja: se não recebem retorno, crise existencial à vista com direito a drama digno do cinema catástrofe dos anos 70, acreditem. Não conclui a faculdade, nunca pensei em cursar letras, mas já me considero um escritor, ou melhor, sei que sou um escritor; Iniciante, inexperiente, aprendiz e pseudo-ignorante, mas um escritor. 
Luto para não adotar uma linguagem própria, algo facilmente identificável, mas sei que tenho minha marca registrada e meus temas favoritos. Essa luta é clara quando, de uma publicação para a outra, mudo abruptamente de linguajar - pulo do mais formal e certinho para o coloquial, virtual e usual. O lado positivo dessa luta é que acabo exercitando duas formas diferentes de escrever e de me comunicar (visíveis inclusive na minha fala), o lado negativo é o de ter um blog mutante; Ás vezes engraçado, leve, descontraído, de vez em quando introspectivo, profundo e sério, com um pouco de ranço e de dor. Essa inconstância é proposital, mas não quer dizer que nunca atrapalhe. O Whatever Hall trata-se do criador tentando entender a própria criatura, o que seria engraçado se não fosse estressante.
Não pretendo modificar o blog, suas características ou seus conceitos, mas isso só continuará enquanto eu alimentá-lo por amor (isso aqui é meu grande affair), pois à partir do momento em que eu me render à vaidade, bem... 
Por enquanto, pouco me importa se consigo no máximo setenta visitas em dias de publicação; A vida será longa enquanto eu quiser algo mais meu do que dos outros, mas se algum dia esse momento chegar, haverá apenas o fim. Nada mais.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sempre com você.

Uma pergunta que devemos fazer de tempos em tempos: estamos com nós mesmos? A vida vai nos guiando por caminhos obscuros, nos trazendo surpresas diariamente e, por obrigação em viver, trilhamos nosso percurso rumo ao... Ao? Ao quê? Nunca sabemos. 
Olhamos os outros, apontamos, aconselhamos, execramos, invejamos, nos espelhamos... Mas e o próprio eu, cadê? Ficou perdido no meio da estrada escura, esperando o retorno do reflexo que um dia foi seu. É aqui que a pergunta se faz presente: tem certeza de que está se levando nessa caminhada? Porque se você se deixou lá atrás, quilômetros à frente o pedágio vai lhe cobrar.
Idealizamos nossos quilômetros à frente, nosso futuro, e lutamos para conquistá-lo. Ou achamos que lutamos. Ás vezes, a idealização não passa de um simples recurso do nosso inconsciente malvado para nos afastar daquilo que somos, mas tememos ser; Pois é, nos perdemos de nós mesmos porque nos rejeitamos. Podemos achar que somos bem resolvidos, que somos maduros, sábios, mas não. Não somos. Se deixamos nosso eu para trás, acabamos não passando de um rascunho, de uma caricatura do personagem que criamos para a nossa vida ideal. Surpresa: o ideal pode não ser o melhor.
O pedágio que nos cobra a companhia do nosso eu nada mais é do que a mudança de fases pela qual passamos eternamente; Plural, fases, pedágios. Se passamos por vários pedágios deixando promissórias para trás, em certo ponto da viagem o talão vai acabar.
É irrefutável que vamos nos transformando, mudando não só de aparência como também de maneira de pensar e de nos enxergar, porém, por mais que sejamos eternas metamorfoses ambulantes, há uma parte que não muda, que não deve ser mudada. Aquela coisinha chamada essência, a qual tanto desvalorizamos.
É impossível crescer de verdade sem estar junto de si, sem carregar sua equação humana - cálculo que nos torna o que somos por meio de somas e subtrações. Por mais que existam números quebrados, nunca é produtivo subtrairmos de zero; Ficar no negativo? Se na conta do banco já é complicado, imaginem na conta do que somos? Não, não pode. 
Por mais que eu tenha abusado de metáforas, e que, muito provavelmente, tenha soado um tanto o quanto perdido, a mensagem aqui disfarçada, e que será revelada, é muito simples: não se deixe para trás por nada nesse mundo. Para poder viver, em todos os parâmetros, com êxito, o indispensável é carregar seu eu e apresentá-lo ao mundo, junto com seu reflexo.
Uma bela estátua, em um ostensivo salão, atrai olhares curiosos, mas não passa de uma estátua, de uma imagem. Um bom livro, prende os curiosos por horas. Calcule bem sua equação, agarre seu eu e não o solte, custe o que custar; Torne-se um bom livro, com conteúdo original, não seja somente uma estátua bela e oca. O próximo pedágio pode não exigir apenas caricaturas.




Metrô Rio: Troll.

Meses atrás, me deparei com essa propaganda na escadaria da estação de metrô da General Osório, aqui em Ipanema, e, por algum motivo, quis registrá-la em meus pertences visuais; Sabe aquela vontade inexplicável de tirar foto de uma coisa? Então.
Naquela época eu ainda não conhecia os já tão famosos memes, mas hoje, fazendo uma limpa nas minhas pastas, reencontrei a foto e tive o insight: não os conhecia, mas eles já estavam em mim, ALIÁS, fica a dica: eles estão em todos nós (entendê-los torna essa internet bem mais divertida, eu garanto).

Fica então essa publicação boba,
só para que o blog não fique morto por muito mais tempo.

Odeio ócios criativos.


Sim, a saída que eu uso estava fechada e a que fica do outro lado, bem,
estava com as escadas rolantes desligadas.


Não que minha criatividade 
entretenha vocês de verdade, é claro.
Aliás, acho que minhas poucas visitas só existem porque as pessoas ficam com pena 
ou porque clicam no link antes mesmo de saber do que ele se trata, rsrs.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tirinhas: Monster Ball; Lady Gaga's Revenge.




Vocês acharam que a minha odiada  amada Kylie Minogue escapou dessa só porque canta de verdade ao vivo?
HAHAHAHAHA, NOT!





Haters da Lady Gaga em 3, 2, 1...



domingo, 15 de maio de 2011

Domingo, pornografia, smiley, Cadillac, Angela, cadê dignidade?



Ritinha, esse não é o tipo de filme mais adequado para você tentar esse cosplay.

Mrs. Cadillac, you ain't no Angela Baker.
Get over it, bitch.

Não queiram saber como eu achei isso. Mesmo.


sábado, 14 de maio de 2011

Laranja.

Longa caminhada.
Estrada tortuosa.
Em espinhos me cortei.
Em pedras quentes eu dancei.
Da pele me desfiz,
em carne viva renasci.
Laranja.

Numa dança tonta,
desengonçada,
Levei o espetáculo nas costas.
Mantive as cortinas erguidas.
A platéia atenta.
A crítica surpresa.
Laranja.

Mudei o personagem ainda em cena.
De projeto para menino.
De menino para homem.
De homem para poesia.
Da poesia para a definição.
Guilherme.
Laranja.

O espírito livre se rendeu.
Prendeu-se ao chão.
Acordou do sonho em que escolheu viver.
Cansou de encantamento,
abriu mão da ilusão.
Deixou sua luz brilhar.
Laranja.

Baixou a cabeça,
abraçou seus defeitos,
ganhou qualidades
e venceu a guerra.
Guerra inventada.
Assumiu sua identidade.
Laranja.

Laranja eu sou.
Laranja para sempre.
Laranja com cheiro que fica.
Laranja ao som de musicais.
Laranja nada mecânica.
Laranja sorridente.
Laranja, e nada mais.





sexta-feira, 6 de maio de 2011

Onda, onda, olha a onda! *bate palminha*

Já escrevi um texto sobre esse assunto, mas, de qualquer forma, fica essa publicação só para não deixar de mencionar o lançamento do clipe de ontem.

Em 1989, uma sereia trocou
sua voz por um sonho de amor.

"The Little Mermaid", 1989.


Em 2008, veio isso.

"The Little Mermaid 3: Ariel's Beginning", 2008.


Em 2011, Lady Gaga entrou na onda. (rsrs)

"Judas", 2011.

A preguiça de comentar esse clipe só não é maior do que aquela outra, a de ver vocês JURANDO que a Gaga queria passar alguma mensagem mais profunda por ele.
Perguntem lá para a Madonna o quão lucrativo é implicar com a igreja, pois é aí que começa e termina a real intenção da Lady Gaga com esse lançamento.



Curto forte a música, curti forte o clipe.
Eu e minha queda por coreografias, tsc.



terça-feira, 3 de maio de 2011

A Família Poker Face.

Para sair um pouco do meu mundinho cor-de-rosa da Disney, um dos meus favoritos clássicos da Sessão da Tarde:

By @Guizuddo

Confesse que pelo título da publicação, por dois segundos cê jurou que eu tinha misturado a 'família Restart' com a Lady Gaga. Tsc, tá acessando demais o Whatever Hall, tá na hora de começar a ler outros blogs também - olha eu, me auto-trollando, afastando as poucas 70 pessoas que me visitam nisso aqui diariamente, HAHAHA.


Boa terça-feira para vocês.
(Quem sabe mais tarde eu não volto?)



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu, troll.

Então eu resolvi usar o aplicativo "caixa da verdade" no Facebook, já que o conheci pelo então falecido Orkut; Sempre achei esse treco meio idiota, mas como eu mesmo sou idiota, bem, tire suas conclusões.
Em meio a um elogio e outro, um fulaninho me mandou uma mensagem falando do tamanho da minha boca (enfiando uma dupla de pênis no meio da história, é claro) e taí uma coisa que nunca me disseram: que eu tinha a boca grande.

Mas poxa vida, eu não tenho a boca grande de verdade, só meu sorriso que é beeem largo e como estou sorrindo na foto do perfil, que é a que aparece no aplicativo, dá até para... 

OH WAIT!



Ei, fulaninho, fica meu sorriso largo para a sua provável feiúra;
Fica com inveja não, tsá?


Eu sou gato, mesmo que caibam dois ou mais
pintos imaginários na minha boca.

É.



Branca de Heh!


By @Guizuddo


Porque o @LebowskiMann curtiu essa idéia.
Bem capaz de virar série, rs.


A Pequena 'Fuuu'.

Traduzindo a cena de um clássico da Disney em um único e simples meme:


By @Guizuddo.

Sem mais.

Meu filme favorito e meu meme favorito,
  numa ilustração perfeita do meu
atual estado de espírito.


domingo, 1 de maio de 2011

Eu.

O egocêntrico, tipo mais abominável de ser-humano. Mesquinho, egoísta, transforma todo fato em uma história sobre ele mesmo, um incapaz, limitado ao próprio umbigo, alheio ao que o cerca e aos que o cercam; Verdade ou mentira? Responda rápido.
Pois eu digo que é mentira. Toda pessoa é egocêntrica por natureza, variando apenas de nível. Não, não estou querendo redefinir a classe e muito menos pretendo alterar o significado do termo, mas não vou negar que gostaria de inserir-lhe um pouco mais de profundidade, saindo da rotulação mecânica, pré-estabelecida, algo diferente das definições dadas pelos dicionários; Não que eu seja capaz, claro.
O egocêntrico, basicamente, não somente vive recluso ao seu próprio eu como também é aquele se posiciona como referência para tudo; Na cabecinha dele, ele é um parâmetro. Um narcisista irritante, chato, óbvio... Mas é claro que não é tão simples assim, aliás, nada é tão resumido assim - ir direto ao ponto pode cortar muito do conteúdo, perceba.
Aceite, pois, sim, você que aponta é um egocêntrico. Seus familiares e amigos também. Eu sou egocêntrico, todo o resto da humanidade é egocêntrica. Por quê? Porque sim, assim nascemos e assim morreremos, o que nos diferencia nesse quesito é o que vivemos e como vivemos, a forma como lidamos com o "eu" colocado no meio da multidão; Alguns compreendem melhor o famoso "eu-interior", outros nem tanto. Se eu fosse classificar e descrever cada tipo de egocêntrico, este texto se transformaria na "História Sem Fim", então, arriscando passar uma meia mensagem, vou abordar apenas o que me motivou a escrever aqui hoje.
Quando é a hora de parar de citar experiências próprias e opiniões relacionadas a nossa vivência em debates entre amigos? É mais forte que a nossa vontade, mesmo que estejamos cansados de saber que cada um vive determinada situação à sua maneira e que dificilmente terá a mesma experiência que a gente. Se sabemos disso, por que insistimos em abusar do que aprendemos no tapa para tentar firmar uma verdade absoluta? Egocentrismo puro; Sempre somos mais maduros, mais vividos, mais inteligentes, mais... Espera aí, somos? Nana-nina-não. Eu sou, vocês não são nada. Eu heim.




PS: esse texto existe desde 2009, mas por algum motivo não foi publicado antes,
ficou esperando atenção para sempre nos meus rascunhos. Vai entender.



O Titanic e a maldita.

Cês sabiam que 'Titanic' (do James Cameron, porque as outras versões NÃO EXISTEM) tinha um final alternativo? NÃO? Gente, alôu, estamos na era do Blu-Ray ("Blue Ray" é o car*lho), mas foi na era do DVD que os bônus e os extras apareceram com força - e taí um filme que sempre ENCHEU o público de extras só para demorar mais tempo para custar  R$12,90 nas Lojas Americanas.
Toma aí um link do Youtube (mas aviso que o video é cagado), seu preguiçoso:


Se sua preguiça for maior que a duração do video, toma um print que resume o que se passa nesse final alternativo - adaptação de diálogos e legendas feitas por mim.

Enjoy it.


FIM.

Cá entre nós, prefiro esse final. Reparem na cara de satisfação da maldita, toda feliz ao atirar pelas costas o diamante-azul-fodão-RYCA; É muita babaquice numa idosa só, não tem como NÃO amar essa personagem.

O QUÊ? VOCÊ NUNCA ASSISTIU A ESSE FILME? Ok, vou tentar disfarçar meu choque e, com muita simpatia, vou indicar um excelente resumo dessa histórica película. Assista com calma, para não perder nenhum detalhe importante, tsá?

http://www.youtube.com/watch?v=OuSdU8tbcHY&feature=related

Acredite você ou não, é bem por aí.


Já é domingo? Poxa. =(


PS: quem vier me falar que esse filme tem mais de um final alternativo,
vai ler um 'VAI TOMAR NO C*', em letras garrafais como esse aqui.
Se for amiguinho, vai ouvir um pessoalmente.