quarta-feira, 22 de junho de 2011

Eterno verão.

Ao findar do outono, abriram-se os céus para a passagem de um  brilhante, quente e forte raio de luz, capaz de iluminar e esquentar qualquer gélido coração. Nele viajavam duas ninfas de razões distintas; a bem intencionada trazia consigo uma benção, já a outra, malvada, carregava uma maldição. No meio da viagem rumo à superfície azul de nossa esfera tão perdida na eternidade das estrelas, uniram-se para a criação de um só ser; desta união fez-se a mais bela das almas.
No primeiro dia de inverno, o choro da criança trazia a boa nova, a esperança dos dias ensolarados. A natureza sorriu e abençoou-lhe com o dom da criação; o ventre fértil que um dia carregaria a sua semente.
O neném cresceu com toda a graça e beleza características da realeza de sua espécie, transformando-se numa linda mulher; forte, decidida, imponente e adorável, uma etérea fera ferina.
A benção, devem estar se perguntando, seria tamanha exuberância? Pois digo-lhes que não. A ninfa do bem deu-lhe o poder de lidar com qualquer pessoa, qualquer situação, sem que se perca de sua essência ou que desça de seu trono. A maldição da outra ninfa, porém, não lhe permite que acredite em sua coroa, fazendo com que esqueça-se sempre do ouro que adorna seu espírito e da luz que a trouxe para essa vida; é contraditória por excelência, sendo além de sua capacidade o controle necessário para que exerça sua força máxima.
Contudo, acalentadora, traz a paz e a beleza aonde quer que vá, assim como a estação do sol. A casa deste encantador ser abriga o calor o ano inteiro, pois, neste lar, o inverno sempre começa pela celebração do nascimento do verão; o verão de seu coração, onde o sol nunca se põe e o frio não alcança. O eterno verão.



Eu sou filho do verão.
Feliz aniversário, mãe.


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