sábado, 27 de agosto de 2011

Não tem matemática; não tem trânsito; não tem desenho.

Resolvi matar dois coelhos numa só cajadada; estou usando um trabalho de faculdade para explicar nessa publicação o que me fez voltar ao meu Bad Romance. Cês não reparem, fazendo o favor, em qualquer erro aqui ou ali, ok? Estou destreinado.

Segue a redação...



É difícil falar sobre algo que há tanto ficou perdido na minha memória... Tentarei ao máximo me ater a realidade.
Após quinze anos de luta contra a metodologia de um colégio de freiras, me rendi ao supletivo para terminar o ensino médio - inclusive correndo contra o relógio, já que algumas séries foram concluídas apenas na segunda tentativa. No final de 2007, finalmente me vi livre de todas as disciplinas que atrasavam minha vida; todas exatas e pouco criativas; álgebra, geometria, química, física, biologia e afins.
Faculdade? E eu lá pensava em faculdade? Claro que não. Nunca fui aluno exemplar, nunca aceitei carregar aquela cruz do tal futuro promissor que meu país e minha família tanto aguardavam. Queria apenas ser feliz, me expressar, escolher minha carreira partindo daquilo que poderia fazer com amor, por diversão se possível. Como nem tudo eram flores, recebi o ultimato: ou trabalhava, ou estudava. Faculdade! Não pensei duas vezes.
Precisava escolher um curso. Qual não tinha matemática ou qualquer matéria que me lembrasse o quão limitada é minha capacidade para exatidões? Muitos. Mais até do que eu pensava. Nesse vasto universo de cursos disponíveis, fiquei entre dois, ou melhor, entre um específico e uma outra área: Jornalismo ou Artes? Minha escrita era elogiada, assim como minha capacidade comunicativa - apesar de uma desesperadora timidez - e meus dotes artísticos sempre se destacaram.
Após não muito pensar, escolhi o meu amado, porém odiado, Jornalismo. No início de 2008, lá estava eu, na primeira faculdade onde tentaria me formar; atualmente estou na terceira. Por que tanta mudança? Pois bem, agora vem a dança das cadeiras.
Comecei na Estácio de Sá, numa longinqua terra chamada de Barra da Tijuca. Apesar de sempre ter morado em Ipanema, a distância não parecia ser um problema já que a faculdade era excelente; uma estrutura maravilhosa, professores mais do que qualificados, metodologia dinâmica, moderna... Porém, sempre o porém, tente sobreviver a uma rotina que inclua  Barra da Tijuca e depressão. Não dá. Ou melhor, não deu. A cada engarrafamento - ou dilúvio - eu padecia um pouco mais. Para onde ir?
No início de 2009, mais uma vez sem pensar muito, me joguei de cabeça na Facha, em Botafogo. Estava perto de casa e a depressão tinha ficado para trás, ou seja, finalmente ia me assentar. Nada, fiquei pouco mais de um ano e meio por lá. Em meados de 2010 fui assaltado à caminho da faculdade, experiência da qual pouco proveito tirei. Não queria mais saber de Botafogo, de Facha, de metrô, de... UniverCidade! Existe Jornalismo em Ipanema! Respirei fundo e pedi minha transferência.
O maior problema dessas transferências todas foi a perda de matérias cursadas. Em todas as situações acabei voltando ao primeiro período do curso; na última transferência acabei caindo três, quase quatro períodos. Apesar de tanta persistência, o desânimo foi mais forte e me levou a trancar o curso antes mesmo de assistir a uma aula que fosse na UniverCidade.
Aproveitei o parênteses para tirar uma dúvida que me perseguia desde 2008: daria certo ou não em Artes? Fui atrás de um curso técnico no qual fiquei por seis meses, até perceber que não, não daria certo. Por maior que seja meu potencial artístico, meu coração está na escrita.
Sei que a proposta pedia apenas quinze linhas, mas se não contasse essa longa odisséia, não chegaria ao meu objetivo. Escolhi Jornalismo agora, depois de três anos pulando de faculdade em faculdade, porque finalmente aceitei que meu coração estava com ele esse tempo todo. Foi amor à primeira vista, logo no primeiro período.
Levei quase uma semana para escrever esse texto pois não sabia qual linguagem usar, qual tom deveria ser dado... Fiz o possível para que ficasse o mais próximo do meu eu, e acredito ter alcançado êxito nesse quesito. Daqui para a frente, somente linguagem culta. Ou não. Depende. Não sou exato, Jornalismo não é exato, e é por isso que com ele acabei ficando.





Um comentário:

  1. Gui, achei excelente o que você escreveu em seu blog.Me lembrei do grande dilema Shakespeariano "To be or not to be, that's the question" em Hamlet
    Arte ou Jornalismo eis a questão. Deixa a tragédia para o Willian. Siga seu coração Faça aquilo que se sinta bem fazendo.

    Um grande abraço.
    Artur

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