segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mortis.

Altiva e serena, doce criatura que traz a má notícia.
Dama da noite, dona da eterna saudade.
Não tem descanso, vive estafada.
Os pés inchados, as mãos calejadas.

Languida, não caminha... dança ao vento.
A beleza cega, a voz silencia e os olhos convidam.
As vestes, claras e diáfanas, suavizam as luzes da vida.
Faz tudo com calma, mesmo quando a tarefa é sofrida.

A morte, maldita querida, vive o castigo da solidão.
Olha por todos aqueles que não a querem enxergar.
Quando a encontrar, espero ter tempo de abraçá-la.
Apesar de todo o pavor, quero amá-la.

Cada hora.
Cada minuto.
Um segundo que seja.
Gozaremos juntos.




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