segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não nasci pra isso.

Eis que a professora de Introdução ao Jornalismo Impresso nos pede uma matéria sobre algo que gostamos, como dever de casa. Era obrigatório apresentar pelo menos três entrevistas. Claro que eu surtei, porque desde meu primeiro período, lá em 2008, detesto esse tipo de trabalho; não, jornalismo não se resume a reportagens e entrevistas, portanto, não me perguntem porque raios estou fazendo Comunicação Social então.
A idéia era levar as entrevistas para a sala de aula, para escrevermos a matéria lá. Acredito que o resto da turma tenha feito isso, mas, como bom rebelde e irresponsável que sou, é claro que fiz a coisa toda em casa. A pauta inicial era sobre uma exposição de arte numa galeria aqui do meu bairro, mas, né? MOLEZA entrevistar artista, ainda mais quando você já foi apresentado a ele cinco vezes e mesmo assim ele não sabe quem é você. Mudei o tema para a Maratona do Cinema Odeon (se você não conhece, abaixo está uma apresentação digna sobre o que se trata). Adivinhem a pegadinha.


A Cinelândia e o cinema.


O Odeon, único sobrevivente dos cinemas da Cinelândia, no Centro do Rio, realiza na primeira sexta-feira do mês uma maratona que à partir das 23h  apresenta três filmes; geralmente exibe pré-estreias, documentários e filmes cult, mas também conta com edições especiais como a de Alfred Hitchcock, onde três clássicos do diretor foram exibidos. Nos intervalos entre as sessões, o som de um DJ convidado anima a platéia, dando ares de casa noturna ao antigo espaço.
Verdadeiro point para descolados e cinéfilos, a Maratona Odeon também atrai frequentadores ocasionais, o que, sem sombra de dúvidas, explica a vida longa do evento criado em 2002. 
Na última sexta-feira (09/09), foram exibidas duas pré-estréias Blockbusters, "Premonição 5" e "Conan - O Bárbaro", encerrando com o documentário cult (e surpresa) "Hype". Tal miscelânia de gêneros trouxe um público inusitado a casa.
Paula Araújo (19), estudante, que ocasionalmente vai a maratona, prefere os filmes menos politizados - É divertido vir e não encontrar apenas os fanáticos por cinema. Já fiz alguns amigos aqui, tão perdidos quanto eu. Sobre a música no segundo piso,  não demonstra empolgação - A idéia é boa, mas ninguém está aqui para dançar, as grandes atrações são os filmes.
Lucas de Castro (22), estudante de Cinema, discorda - Cinéfilo que é cinéfilo curte a maratona, não importa a programação. É uma experiência única, e enfatiza, não tem outro evento desse tipo no Rio, é uma pena.
De fato, a cidade carece de cinemas que não façam parte das grandes redes, com salas padronizadas e horários semelhantes, o que para alguns diminui o status do Rio. Luciana Berenguer (31), artista plástica, reclama dessa padronização - Essa história começou quando eu era adolescente. Fico desesperada nas salas novas, todas apertadas e superlotadas.
No Odeon, o tempo parece ter parado; mesmo com as reformas realizadas pelo atual patrocinador - o grupo BR Petrobrás - e as exibições digitais, a sala mantém sua estrutura original, com dois andares - térreo e mesanino - e o lustre central no teto ornamentado, o que faz do evento uma viagem a época dos cinemas requintados, longe do atual frenesi em 3-D.
- É mágico me sentar aqui, no meio dessa sala gigantesca. É a terceira vez que venho, diz Roberto Damasceno (20), ator - Cresci nos cinemas dos shoppings da Barra da Tijuca, quando venho ao Odeon me sinto em outro planeta, brinca.
Ao fim da maratona, ás 6h da manhã, é servido um café da manhã à base de chocolate quente e bolo, uma cortesia da casa. O preço do ingresso também é atraente, pois assiste-se a três filmes ao que seria o preço de apenas um em uma sessão normal. 
- Vale muito a pena, ainda mais se você for estudante, diz Caio Manoel (28), estudante de comunicação. Cinéfilo assumido, reclama do espaço dado ao cinema no Rio de Janeiro.
Esse tipo de evento cultural devia ser incentivado e disseminado pela cidade. Falam muito do teatro, mas o cinema atrai muito mais público. É muito mais fácil baratear o custo de um ingresso de cinema do que uma entrada para determinada peça. Falou e disse.

Ah, sim, claro, antes que eu me esqueça... Ainda não aprendi a inserir entrevistas no meio do texto corrido, ou seja, tá tudo errado ai em cima. Desconsiderem a diagramação, escolhi no uni duni tê.

Já posso pedir um prêmio por melhor ficção? 
Não? 

OBS: cara Joelle, se você, assim, por acaso, vier parar aqui, que fique claro que estou assumindo com todas as letras: odeio sua matéria, te adoro (mesmo). Foi uma luta concluir essa coisa simples, reflita.


Ah! Inventei 50% do que está ai. Não inventei nada, fiz mesmo o trabalho.
Sim, tenho matado todas as aulas de Ética. Sou bom aluno, assisto todas as aulas de Ética.





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