sábado, 10 de setembro de 2011

O poeta de rua.

Ontem fui na Maratona do Odeon (antigo cinema do Centro do Rio) atrás de entrevistas para um trabalho de faculdade e, bem, as coisas não saíram como planejei, mas não foi uma noite apenas de perdas. 
Cheguei ao cinema antes da amiga que me acompanharia na madrugada que seria ilustrada por Premonição 5, Conan, O Bárbaro (o remake) e Hype (documentário cult sobre o Grunge em Seatle), então, aproveitei o tempo ganho - já que normalmente sou eu quem chega atrasado - e fui a bilheteria retirar os ingressos que tinha comprado pela internet horas mais cedo.
No meio do caminho, fui abordado por Paulo Sérgio, um senhor de seus sessenta e tantos anos, meio bêbado, meio demente, que tentava vender seus calhamaços de poesia por alguns trocados. Resolvi ajudá-lo, afinal, ele poderia estar matando, roubando ou coisa que o valha, mas estava vendendo suas poesias; li todas as nove do calhamaço que comprei enquanto esperava minha acompanhante e acabei, sem querer, afastando um fantasma que ameaçava atrapalhar minha noitada.
Não sou um entendedor de poesia, muito pelo contrário, mas achei a situação toda muito... Lembrei de todas as aulas que tive sobre cultura brasileira e tive a brilhante idéia de trazer um pouco dessa arte marginal para o meu salão do tanto faz. Não vou corrigir os erros de ortografia e gramática, e também não sei quantas dessas nove irão terminar aqui; talvez uma, talvez todas, pouco importa. Peço apenas que se deixem levar pelas palavras, recomendação de quem o fez e aproveitou cada estrofe.

Pensamentos.

Que o teu encanto
E o meu desejo
Façam uma bonita viagem
Dentro do teu universo

A eternidade são os pequenos momentos
Com quem compartilha-mos
Nossos sentimentos

O melhor lugar do mundo
É nosso universo interior

Vamos reaprender a amar
Através de um carinho, sorriso ou olhar
Que são sentimentos puros fazendo-nos sonhar

A carícia de quem sabe amar
Faz apaixonar

Quero cumprir uma missão
Realizar os desejos mais íntimos
Do teu coração

- Paulo Sérgio

Se foi mesmo esse senhor quem escreveu essa e as demais poesias, não sei... Devo confessar que não entendi uma palavra do que ele me disse, consegui apenas ler suas gesticulações e ouvir a parte do "qualquer trocado". Curioso o lugar de onde vem nosso conforto vez ou outra, não acham?

Sem mais.


3 comentários:

  1. Like.
    [só não me pergunte o pq. às vezes tem coisas que você passa a olhar de uma forma diferente e com um pensamento diferente, quando sente seu peito confortável :3 ]

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  2. (btw, seu blog sempre fica cada vez mais lindo :3 )

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  3. Gente...to triste...

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