segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nunca tive um Mega Drive.


Meu primeiro video game foi um Master System, que era o máximo na época, e o ganhei quando devia ter meus cinco, seis anos, lá pelas beiradas do início dos anos 90. Fiquei com ele por um ou dois anos, não lembro direito, só lembro que o vendi para a minha empregada, pois queria comprar uma linda caixinha da Polly Pocket*, mas meus pais não queriam me dá-la e eu não tinha dinheiro (R$ 55,00 era uma fortuna naquele tempo); claro que me arrependi amargamente poucos dias depois. Desde então, guardo todos os video games que passaram pela minha vida - até o Game Boy Color todo quebrado, sujo e sem som. Nunca consegui me perdoar. 


*Vale comentar que a Polly Pocket era do tamanho de um ácaro e só tinha uma função motora (sentar), mas vinha acompanhada por um estojo-cenário incrível; parecia um estojo de maquiagem quando fechado, mas ao abrir virava um café francês, um parque aquático, uma fazenda, enfim, eram mil opções - e cabia na palma da mão de um adulto. Tive uma penca desses mundinhos em miniatura. Hoje em dia ela é essa travesti que só veste roupas de silicone. Pois é, vi muitas decadências desse tipo. Ô tristeza. 


O fato é que minha paixão nérdica por video games não começou  graças ao Mario (apesar d'eu ser um amante da Nintendo), e sim ao Sonic, mas não o do Mega Drive, e sim o do Master System. Para complicar mais as coisas, ambas as versões tinham o mesmo nome, Sonic - The Hedgehog.
Mega Drive foi lançado pouco depois que ganhei o Master System. Foi um sucesso medonho, mas quem disse que me abalei? Tinha acabado de ganhar meu primeiro video game, ia lá querer saber de outra coisa? Uma verdadeira criança dos anos 90 não tinha muitos critérios, o que já não acontece hoje em dia - tente dar um Nintendo DSi para o Joãozinho que pediu um Nintendo 3DS para ver o que te acontece.
Fico enlouquecido quando pergunto a alguma criança da minha época se ela se lembra dessa maldita versão do jogo, POIS NINGUÉM SE LEMBRA! TODO MUNDO JOGAVA A VERSÃO DO MEGA DRIVE! Que, é claro, era  muito diferente (para melhor).
O Sonic do Master System vinha pré-instalado - isto é, bastava ligar o video game e pronto, lá estava ele -  e era um jogo muito básico, tinha poucos mundos (seis ou sete) e não permitia salvar o progresso, ou seja, ERA DIFICIO PÁ CARALEO! Meus amores, era sentar a bunda na frente da televisão, se jogar nos loopings e, após duas horas, torcer para descobrir onde raios ficava o ponto fraco do chefão final. Vidas extras? Você morria mais vezes tentando pegá-las do que enfrentando o Robotnik - pois é, o vilão do meu Sonic chama-se Ivo Robotnik, nada de Dr. Eggman - e se nele você morresse, ficando sem nenhuma vida, havia o maravilhoso recurso do continue; supe limitado, dois ou três, no máximo. Ainda tínhamos o bônus das mãos sangrando graças ao maravilhoso controle QUADRADO do console. Tive sorte por não ter ficado com nenhum dedo atrofiado, porque, olha, era dolorido jogar com aquele troço.
Graças a um site MUITO QUERIDO pude relembrar essa maravilha dos meus tempos de reinado (eu era um reizinho quando criança, simplificando) e vou conseguir provar a vocês que não fui um pequeno drogado, que essa versão da qual tanto falo não foi uma alucinação; teve gente que me jurou de pé juntos que eu estava delirando. Mas não, e aqui vai a prova.

OLHA COMO EU 
NÃO SOU LOUCO,
ENGULAM!



Os nerds de carteirinha sabem do que estou falando e devem estar pensando "que n00b, acha mesmo que quase ninguém conhece essa merda". Pois então, queridos, é por isso que eu não andei com vocês na época da escola e os evito até hoje; VOCÊS SÃO CHATOS, hihihi.

Isso tudo porque estou jogando a 
Sonic Classic Collection para Nintendo DS
e lembrei dessa história.

QUE DÓ
QUE DÓ
QUE DÓ



Nenhum comentário:

Postar um comentário