quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O poeta de rua: parte 2.

Como disse na publicação anterior, pretendo (e vou) publicar todos os poemas do calhamaço que comprei naquele dia na Cinelândia. Se você não leu ainda e pretende acompanhar esses poemas, aqui vai o link com a primeira parte.


Entulhei o Whatever Hall com imagens, GIFs, blackframes e todas os outdoors possíveis para atrair público, mas isso não quer dizer que eu realmente ache que as coisas devam ser feitas assim.
Goste de ler o internauta (esse termo é tão 2004) ou não, essa parte de mim vai permanecer viva por aqui; ainda que eu mesmo esteja sem inspiração para divagar sobre coisas que não conheço, ainda que eu inveje mortalmente o Tumblr e sinta raiva por não querer aderir àquela maravilha semi-ignorante e mesmo que o blog não siga uma linha específica, as palavras sempre serão sua alma. Dela eu não abro mão, conseguindo ou não um número aceitável de visitas diárias.

Uma platéia grande não significa uma platéia melhor.
Se for nas pequenas plateias que essa minha vontade se realizará, que assim seja.

Mulher.

Toda mulher
Tem sua beleza
Seu encanto
Teus sonhos
Sua paixão


Quando nos apaixonamos
Ficamos felizes e nos amamos
Numa linda valsa
Que o amor não passa
Porque você me abraça



Você.

Nós dois dançando
Te amando
Fico imaginando
O quanto valeu
Porque aconteceu


Te sentir entre meus Braços
Laços de paixão
Na imensidão do amor
No centro da minha memória
Você faz parte da minha história



Nós dois.

Quando duas pessoas
Se sentem e desejão-se 
Precisam de paz
Vivencião o amor


Onde as palavras
Numca vão poder dizer
Nossos sonhos de vida
Amor, encanto e prazer



Pensamentos.

Nossos sonhos são eternos
Por isto Deus sempre nos faz sonhar


Para você ser um cidadão de bem
Não importam suas características físicas
Porque são tuas atitudes
Que o qualificam como pessoa humana


Todo homem tem o direito
De ter uma mulher
Desde que a ame e a considere
Porque a violência gera ódio
E perdermos a capacidade de amar
A quem nos agredio


As leis de Deus Regem a vida
Dando sentido
A nosso universoA beleza visual da mulher
Certamente embeleza a vida
Tão importante também é a beleza interior
Que torna inesquecível e profunda
A vida de muitos homensQue vivem eternamente felizes
(parte cortada pela xerox mal posicionada)
De suas mulheres

-Paulo Sérgio




E o dedo coça para corrigir os erros... Mas, não, não vou. Nem tanto por não querer mexer na obra dos outros - e não me venham com essa de "mas é de um velho bêbado e senil, morador de rua, que você nunca mais vai encontrar" - é por sentir que não devo. Essas poesias significaram muito (no momento em que as li) assim, como foram escritas, com todos esses erros grosseiros (e até que são poucos, devo descontar).
Essas publicações em sequência indeterminada são uma forma de me lembrar daquele momento que... ficou marcado.
Mais uma vez eu pergunto: curioso o lugar de onde vem nosso conforto vez ou outra, não acham?

Sem mais. 


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