segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Indireto ao que interessa.

Dizem que escrever é como andar de bicicleta; uma vez que se aprende, jamais se esquece. O problema é que nunca aprendi a andar de bicicleta... Talvez também nunca tenha aprendido a escrever, vai saber. "Dizem que" facilita as coisas, não é mesmo? Tira toda a responsabilidade de autoria do locutor, limitando-o apenas ao papel de reprodutor daquilo que "dizem por aí". Pois eu digo: não sei andar de bicicleta, mas acho que sei escrever.
Olá, solidão noturna, há quanto tempo não nos vemos? É, também não sei, mas, aqui pelo blog, imagino que pra mais de quatro meses. Vocês sabem que não escrevo para vocês, né? Pois é, é para a solidão mesmo... Peraí, quem seriam vocês? Ah, sim, sempre me esqueço... os leitores imaginários do Whatever Hall. Oi para vocês também; afinal, minha educação é tanta que até para o ninguém ela se refere.
O que interessa? Ou melhor, o que deveria me interessar? Taí um campo dos perfis das redes sociais virtuais que sempre me deixa meio perdido.

Para/corta.

"Redes Sociais Virtuais", quanta imponência para quem resume sua vida a dobradinha Facebook e Twitter, velando o Orkut de tempos em tempos, saudosista dos tempos em que cada um gritava dentro do próprio espaço e não na cara daqueles que tem em sua lista de amigos. Para de cena, Guilherme.

Retomando...

O que me interessa? Perguntinha cretina que há meses não me deixa quieto. Voltei a escrever por um breve período. Muito breve. Durou menos do que o necessário para que minha antiga idéia fixa de ser escritor se torna-se uma possibilidade. Ócio criativo ou medo de ser feliz? Medo, é claro. Estaria mentindo se dissesse que parei de criar; nunca paro de criar, vivo viajando na maionese, planejando meu pouso na lua.
Voltei a desenhar também. Fiz um desenho que, modéstia parte, ficou muito interessante; seria a capa do conto que parei de escrever quando lembrei que sinto medo de viver. Com essa obra interrompida, a imagem acabou virando uma linda estampa de camiseta - elogiada por aí, devo acrescentar. Bastou um me dizer que "você deveria fazer mais desenhos assim, leva jeito para isso" para que o medo aumentasse e travasse minhas mãos. Fiz esse desenho. Uma estampa. Uma camiseta. E parei com tudo. Tudo. Tudo mesmo.
O que interessa? Essa eu já não preciso responder, me digam vocês. Tenho lido muito, e pouco sentido tenho encontrado. Claro, leio sites de notícia, blogs, tumblrs, assisto um ou outro vlog, vez ou outra uma revista dominical... livros? Só os com desenhos e letras bem grandes.
Me digam, o que interessa, por favor? A Luiza que voltou do Canadá, o Costa Concordia deitado em berço esplêndido na costa da Itália, o Big Brother e suas mazelas, a S.O.P.A que não chegou a ser servida, os políticos corruptos desse Brasil varonil, os impostos cada vez mais altos e a classe média cada vez mais sofredora e desprovida de senso de realidade... o que interessa? 
Fiz vinte e quatro anos e ninguém soube me responder isso ainda; desculpem minha dureza, mas falar que a vida é bela ou que precisa ser vivida e que ela não vai me esperar soa um pouco como preguiça de sair do  raciocínio automático para pensar de verdade. Prefiro ficar estacionado até decidir a melhor rota para decolar do que voar no automático... Ei, esse pode ser meu problema! E talvez ele esteja se escondendo atrás dessa pergunta para me sabotar. Ah, vá... Ninguém está tão interessado assim, logo, o que interessa pouco importa. 





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