quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"We Need To Talk About FUÉN".

Mencionei alguma vez que detesto escrever sobre cinema? Não me acho capacitado o suficiente para avaliar qualquer tipo de arte, pois sei que me falta conhecimento, sensibilidade e paciência. Muito embora eu já o tenha feito uma dezena de milhares de vezes e seja pauta recorrente no meu seletíssimo círculo de amizades, falar sobre cinema me parece falta de assunto; OPA, CALMA LÁ! (...) Não, é bem isso mesmo.
Há uma banalização dentro desse nicho, já que o maravilhoso advento da internet permitiu a todo e qualquer pé rapado (como eu) a meter o bedelho naquilo que não entende - e vamos combinar que, em termos de pauta, cinema é um dos assuntos mais populares.
Faltam filmes interessantes, há uma urgência na renovação de atores e os efeitos especiais já não são suficientemente capazes de disfarçar um roteiro fraco sobre uma história ruim, sendo uma atuação brilhante, vez ou outra, o que nos traz algum esperança; há filmes que valem a experiência apenas por algum ator filho da puta que superou todas as expectativas do papel que lhe foi incumbido. Infelizmente, esse não é o caso de "Precisamos Falar Sobre o Kevin" (We Need To Talk About Kevin).
Tilda Swinton (a esquisitona de beleza extraterrestre aí de cima), conhecida por ter feito uma meia dúzia de personagens ímpares (com os quais nunca tive nenhum tipo de contato), encabeçou esse estranho filme sobre um filho que odeia a mãe, mas na verdade a ama; pois sim, é um paradoxo. Paradoxo este que deveria tornar o filme interessante, mas muito pelo contrário, nada fez além de atrapalhar.
O desenvolvimento do vilão em foco foi muito mal amarrado, os personagens secundários não passam de flatulências no universo e a atuação da srta. Swinton, bem, foi impecável - e é aí que está o problema. Fizeram um filme inteiro para que ela provasse por A + B que é uma puta atriz, mas esqueceram que, ALÔ, o mundo já sabe. É que nem Meryl Streep concorrendo a Oscar; DERP, QUE ÓBVIO. Não surpreende, não prende, não encanta. Você senta preparado exatamente para o que vai assistir, em momento algum o filme te surpreende.

- Por que está sendo superestimado pelo público e crítica então, sr. sabichão?

Pelo mesmo motivo que "Cisne Negro" (Black Swan, 2010) foi: desespero. São tantos filmes ruins, reciclagens desnecessárias e clichês blockbusterianos que basta aparecer um filme com um pouquinho mais  de sensibilidade e pronto, todo mundo se refestela na bosta. Não que ambos os filmes não tenham seus méritos, pois eles tem... Só que não são nenhum dos que vocês estão pensando, acreditem. 

Se eu sei?
*Releiam a interrogativa da 1ª linha do 1º parágrafo*


"Precisamos Falar Sobre o tempo. Está chovendo aí? 
Aqui tá mó céu aberto, quente à beça e..."

=)))

Nenhum comentário:

Postar um comentário