sábado, 30 de março de 2013

Medo.


Velho companheiro, presente desde meu primeiro suspiro nesse mundo, preciso lhe falar... conversa desagradável, papo pesado, mas infelizmente, necessário para a nossa relação; preciso te abandonar.

CALMA! Não será definitivo... Jamais seria definitivo, pois sem ti não saberia viver.
Preciso me afastar para que outros companheiros tenham sua chance, sua jogada. Sabe, será difícil para eles superarem seus feitos, mas a hora é chegada.

Dediquei muitos capítulos de meu livro da vida a ti, mas, não se ofenda, poucas dessas páginas contém momentos realmentes valorosos.
És meu melhor amigo, meu irmão, mas és suspeito; para ti, sou perfeito.

Assim sendo, querido maldito, te mandarei para um cantinho mais singelo do meu coração; exclusivo, ventilado e arejado, não se preocupe.
Durma bem, pois num futuro não muito distante, te acordarei com um terno beijo.

Um beijo de amor, um beijo de irmão.